A Unifran (Universidade de Franca) realizou na manhã desta quarta-feira, 7, mais uma edição do Mochilão, feira de profissões voltada principalmente a estudantes do Ensino Médio que estão no momento de escolher uma carreira. A edição de 2026 recebeu mais de 10 mil pessoas e ofereceu atividades práticas e contato direto com diferentes áreas profissionais e cursos da instituição.
Ao longo da programação, foram realizadas 53 oficinas, em diferentes horários, além de 10 horas de atividades imersivas no campus. Os estudantes puderam conhecer laboratórios e espaços acadêmicos, conversar com professores, coordenadores e alunos e ter contato com aspectos da rotina universitária.
A proposta foi permitir que os jovens conhecessem diferentes possibilidades de formação antes de tomar uma decisão sobre a carreira.
“É uma oportunidade para os jovens conhecerem de perto diferentes áreas de atuação e fazerem escolhas mais seguras sobre o futuro acadêmico e profissional”, afirmou o reitor da Unifran, professor-doutor Élcio Rivelino.
Além das atividades práticas, a programação incluiu palestras e conversas sobre o mercado de trabalho e a rotina das diferentes profissões.
“Eu gostei muito de poder conhecer os espaços e ver de perto como funciona cada curso. Foi uma experiência diferente do que a gente imagina quando pensa na faculdade”, relatou Pedro Garcia, um dos estudantes participantes.
Jéssica Silva, outra estudante, destacou a possibilidade de descobrir novas áreas durante a visita.
“Foi muito legal participar das atividades e descobrir coisas que eu ainda não conhecia. Agora consigo ter uma ideia melhor do que quero fazer no futuro”, afirmou.
A realização do Mochilão ocorre em um cenário no qual parte dos estudantes ainda não tem uma definição clara sobre o caminho profissional que pretende seguir.
Uma pesquisa realizada pela Cruzeiro do Sul Educacional em setembro de 2026 com estudantes de seus colégios e participantes de feiras estudantis mostra que apenas 28% dos entrevistados afirmaram ter certeza da profissão que desejam seguir.
Outros 32% disseram já ter feito uma escolha, mas ainda mantêm dúvidas. Entre os demais, 28% seguem avaliando possibilidades e 12% ainda não definiram um caminho profissional.
O levantamento, intitulado “Na hora de escolher sua graduação e carreira, o que pesa mais na sua decisão?”, também identificou os principais critérios considerados pelos jovens na escolha de uma profissão.
A identificação pessoal com a área de atuação aparece em primeiro lugar, apontada por 40% dos entrevistados. Em seguida estão o potencial de salário e crescimento financeiro, com 22%, e as perspectivas de empregabilidade, citadas por 12%.
Para Gilson Fernando Aielo Miras, um dos professores envolvidos no Mochilão, a aproximação entre os estudantes e a universidade tem papel importante nesse processo de descoberta.
“O Mochilão tem uma importância muito grande porque aproxima o estudante da realidade universitária. Muitas vezes, ele conhece o nome de uma profissão, mas não sabe como é a rotina daquele curso. Ter esse contato ajuda a ampliar as possibilidades e a fazer uma escolha mais consciente”, destacou.
A pesquisa também aponta que os estudantes não consideram apenas salário e empregabilidade quando imaginam a carreira que desejam seguir.
Para 26% dos entrevistados, a combinação entre flexibilidade, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e a possibilidade de trabalhar em formatos como home office ou híbrido é o aspecto mais importante da carreira dos sonhos.
Na sequência aparecem a realização pessoal, apontada por 21%, e a boa remuneração, citada por 18%.
A percepção sobre as transformações no mercado de trabalho também está relacionada ao avanço da tecnologia. Para 56% dos participantes da pesquisa, a Inteligência Artificial estará presente na maior parte das atividades profissionais nos próximos dez anos.
Outros 22% acreditam que competências essencialmente humanas serão ainda mais valorizadas, enquanto 21% projetam o surgimento frequente de novas profissões impulsionadas pelos avanços tecnológicos.