A primeira-dama de Franca, Cynthia Milhim (MDB), 48 anos, terminou sua primeira disputa eleitoral com aproximadamente 19 mil votos para deputada federal e foi a terceira candidata ligada a Franca mais votada na eleição. Nascida no município, a empresária avaliou positivamente a campanha e defendeu mudanças na legislação eleitoral, especialmente a adoção do voto distrital.
Em entrevista ao Portal GCN, Cynthia afirmou estar satisfeita com o resultado e destacou a construção feita durante a campanha. Segundo ela, a candidatura permitiu estabelecer conexões e percorrer diferentes regiões.
“Eu estou muito feliz com o que a gente construiu. Nós construímos muita conexão, eu conheci muita gente, eu andei por muitos lugares. A gente conseguiu construir um posicionamento”, afirmou.
A candidata também classificou a campanha como “linda e limpa” e disse ter recebido apoio durante as atividades eleitorais.
“Eu acho que a gente teve um bom combate, uma campanha linda, limpa, sem nenhuma intercorrência, em que a gente foi muito recebida por onde a gente andou. Eu realmente recebi muito carinho”, declarou.
Para Cynthia, o resultado representa o início de uma trajetória que pode ganhar novos capítulos. “Eu estou muito feliz, eu estou leve, eu estou muito honrada por tudo que eu vivi. Foram grandes construções, foram muitas pessoas que eu recebi muito carinho e o início de algo que pode vir muito maior.”
Durante a entrevista, Cynthia também falou sobre a votação em Franca e criticou o fato de o candidato mais votado na cidade não ser ligado ao município.
Segundo ela, é necessário ampliar a conscientização sobre a importância de eleger representantes com vínculos locais. Cynthia citou a eleição de Guilherme Cortez (Psol), que conseguiu uma vaga na Câmara dos Deputados com votos obtidos em todo o Estado.
“Eu acho que a gente precisa pensar em como todos nós, não só o meio político, mas também a imprensa, as empresas, a gente precisa conscientizar a importância desse voto, porque faz muita falta aos nossos deputados federais”, afirmou.
Para a candidata, a quantidade de concorrentes também é consequência do atual modelo eleitoral. Questionada se o número de candidatos poderia ter prejudicado as candidaturas ligadas à cidade, ela avaliou que o processo democrático permite a participação de diferentes nomes.
“Todo mundo entra acreditando. É um problema se a gente não mudar essa legislação”, disse.
Cynthia defendeu uma mudança no sistema eleitoral e apontou o voto distrital como uma medida que considera necessária.
“Eu acho que isso precisa mudar e precisa mudar radicalmente, porque senão nós só teremos deputados de internet, influencers. O pessoal consegue furar a bolha”, afirmou.
Na avaliação dela, o modelo poderia aproximar os deputados das cidades que representam e reduzir o peso de candidaturas impulsionadas pela presença nas redes sociais.
“O voto distrital, diante desse alcance da internet, começa a ser mais que urgente. Nós vamos ter que ver sobre isso. Eu acho que o Congresso vai ter que trabalhar nisso aí, porque senão os municípios vão sofrer muito”, declarou.
Cynthia também afirmou que pretende continuar envolvida com a política, embora ainda não tenha definido os próximos passos.
“Eu acho que a gente tem que aguardar. Vamos entender o que que tem para nós agora, a gente tem que viver esse resultado”, disse.
Segundo ela, a participação pode ocorrer tanto pela política partidária quanto por ações voluntárias. “Eu gosto muito da política. Eu acho que a política bem feita é linda demais. Ela pode transformar verdadeiramente a vida das pessoas.”