02 de outubro de 2026
OUTUBRO ROSA

HC Franca alerta para sinais e prevenção do câncer de mama

Por Lara Santiago | da Redação
| Tempo de leitura: 4 min
Divulgação
A paciente do Hospital do Câncer de Franca, Izabel Costa

O câncer de mama pode ser influenciado por diferentes fatores, mas parte dos casos está relacionada a hábitos que podem ser modificados. Durante o Outubro Rosa, o Hospital do Câncer de Franca reforça a importância da prevenção, da atenção às mudanças no corpo e do diagnóstico precoce da doença.

Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), cerca de 17% dos casos de câncer de mama podem ser prevenidos por meio de hábitos relacionados ao estilo de vida. Entre as medidas estão manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, manter um peso saudável, não fumar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. A amamentação, quando possível, também está associada à redução do risco.

Esses cuidados, porém, não eliminam a possibilidade de desenvolvimento da doença. O câncer de mama é multifatorial e também pode estar relacionado a fatores genéticos, hormonais e ambientais

Para a médica oncologista do Hospital do Câncer de Franca, Isabella Carramona Gonçalves, o cuidado precisa envolver tanto a prevenção quanto o acompanhamento da saúde e o diagnóstico em fases iniciais.

“Quando falamos em prevenção do câncer de mama, é fundamental ampliar o olhar. Manter hábitos de vida saudáveis, cuidar da saúde ao longo da vida e estar atenta às mudanças do próprio corpo são atitudes importantes”, afirma.

A médica destaca que identificar o câncer de mama precocemente amplia as possibilidades de tratamento e está associado a maiores chances de sucesso e cura.

Quais sinais devem ser observados?

O Inca não recomenda atualmente o autoexame das mamas como uma técnica rígida, com um passo a passo específico. A orientação é desenvolver a chamada “consciência sobre as mamas”, conhecendo o próprio corpo e procurando avaliação profissional quando forem percebidas alterações que não sejam habituais.

Entre os sinais que devem ser investigados estão nódulos persistentes, mudanças no formato ou na pele da mama, retração do mamilo e saída espontânea de secreção.

A recomendação é não esperar o aparecimento de sintomas para manter os cuidados com a saúde.

Quando fazer mamografia?

A mamografia é uma das principais ferramentas para o diagnóstico precoce. Conforme a orientação atualmente publicada pelo Inca e pelo Ministério da Saúde, o rastreamento populacional é indicado para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos.

Para mulheres fora dessa faixa etária, a decisão sobre a realização do exame deve considerar a orientação de um profissional de saúde, levando em conta benefícios e possíveis riscos do rastreamento.

Para o período de 2026 a 2028, o Instituto Nacional de Câncer estima 78.610 novos casos de câncer de mama em mulheres por ano no Brasil, o equivalente a 71,57 casos para cada 100 mil mulheres. Na Região Sudeste, a estimativa é de 88,29 casos por 100 mil mulheres.

Diagnóstico não significa sentença

O prognóstico do câncer de mama depende de diferentes fatores, incluindo o tipo de tumor e a extensão da doença. De forma geral, a identificação e o tratamento em fases iniciais estão associados a maiores possibilidades de tratamento com intenção curativa.

Dados do programa SEER, dos Estados Unidos, apontam sobrevida relativa em cinco anos de 99,3% para casos classificados como localizados, 86,3% para casos regionais e 31% para aqueles em que há doença à distância.

A paciente do Hospital do Câncer de Franca, Izabel Costa, descobriu um carcinoma após perceber alterações na mama. Ela relata que o diagnóstico provocou um período de sofrimento, mas destaca o acolhimento recebido durante o tratamento.

"Quando percebi alterações na mama, e passei por exames, descobri que tinha um carcinoma. Meu chão se abriu e vivi um luto. Mas com um acolhimento com muita competência, carinho e humanização incomparáveis que encontrei nos profissionais aqui do Hospital do Câncer, foi fundamental para todo o processo que vivenciei durante meu tratamento, que não foi fácil, mas foi possível graças a essas incríveis pessoas e à forma como aprendi a encarar minha nova condição", relata Izabel.

Hospital atende pacientes de 22 municípios

O Hospital do Câncer do Grupo Santa Casa de Franca foi inaugurado em 2002 e atua como unidade de oncologia da instituição. O serviço é referência de alta complexidade em oncologia para os 22 municípios do Departamento Regional de Saúde VIII (DRS VIII), que reúne aproximadamente 700 mil pessoas.

Em 2025, o hospital ampliou sua estrutura de radioterapia com a instalação de um segundo acelerador linear da Varian, equipamento utilizado no tratamento de pacientes com câncer.

O médico oncologista e diretor clínico dos Hospitais do Coração e do Câncer de Franca, Rogério Campos Cintra Volpe, afirma que o cuidado envolve informação, acompanhamento e busca por atendimento diante de alterações.

O Hospital do Câncer possui certificação ONA 3 na modalidade Acreditado Pleno, segundo a instituição.

A campanha Outubro Rosa reforça, neste mês, a importância de incorporar os cuidados com a saúde à rotina. A prevenção, a atenção aos sinais do corpo e o diagnóstico precoce fazem parte do acompanhamento ao longo de todo o ano.