A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal continua em Franca, mas as agências voltaram a funcionar parcialmente nesta segunda-feira, 28, após uma determinação do TST (Tribunal Superior do Trabalho). A paralisação, iniciada em 10 de setembro, completa 18 dias e terá um novo capítulo nesta terça-feira, 29, quando está marcado o julgamento do dissídio coletivo, às 14h30.
Na última sexta-feira, 25, o TST determinou que as agências mantenham um contingente mínimo de 60% dos empregados, em trabalho presencial ou virtual. Em caso de descumprimento, os sindicatos estão sujeitos a multa diária de R$ 100 mil.
Diante da decisão, o Sindicato dos Bancários de Franca e Região informou que parte dos funcionários retornou ao trabalho nesta segunda-feira para cumprir a determinação judicial.
As agências estão abertas, mas o atendimento varia entre as unidades. Algumas funcionam normalmente, enquanto outras operam com atendimento reduzido, já que a maioria ainda não conta com o quadro completo de empregados.
Segundo o sindicato, o percentual mínimo estabelecido pela Justiça está sendo cumprido em Franca. A greve, porém, não foi encerrada, e parte dos funcionários permanece em paralisação.
A base territorial do sindicato conta com 185 funcionários da Caixa. Além de Franca, há unidades do banco em Ituverava, Igarapava, Pedregulho, São Joaquim da Barra e Guará.
Diretor e assessor de comunicação do Sindicato dos Bancários de Franca e Região, Rogério Marques afirmou que a categoria aguarda o julgamento do dissídio coletivo.
“O sindicato e os trabalhadores cumpriram a decisão para manter um contingente mínimo de 60% dos empregados. Agora é aguardar a decisão”, disse.
A categoria reivindica a reposição integral da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) entre setembro de 2025 e agosto de 2026, além de aumento real de 5%.
A proposta apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) prevê reajuste pelo INPC, acrescido de ganho real de 0,6%, tanto para 2026 quanto para 2027, além da renovação integral da convenção anterior.
Um dos principais pontos de divergência é o custeio do Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados do banco.
Segundo o sindicato, a Caixa mantém o teto de sua participação no custeio em 6,5% da folha de pagamento, após retirar uma proposta negociada que elevaria esse limite para 9%.
Ao mesmo tempo, ainda conforme a entidade, permanece a proposta de elevar de 7% para 9% o teto de comprometimento da remuneração familiar dos usuários com o plano.
O julgamento do dissídio coletivo está previsto para terça-feira, 29, às 14h30, no TST.