25 de setembro de 2026
GOLPE

Vítima perde R$ 140 mil no golpe do falso gerente bancário

da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Polícia Civil
Uma mulher foi presa e outras duas pessoas seguem foragidas

Uma mulher de 33 anos foi presa nesta quinta-feira, 24, durante uma operação da Polícia Civil contra um grupo suspeito de aplicar golpes bancários. A investigação começou após uma vítima de Barretos, a cerca de 140 km de Franca, perder mais de R$ 140 mil no chamado golpe do “falso gerente bancário”.

A operação cumpriu sete mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva nas cidades de São Paulo e São Bernardo do Campo (SP). Além da mulher presa, outros dois investigados tiveram a prisão decretada, mas não foram localizados e continuam foragidos.

A ação foi realizada pela CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Barretos, com apoio da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) e DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).

Durante o cumprimento dos mandados, celulares e notebooks foram apreendidos. O material deverá auxiliar na continuidade das investigações.

Golpe começou com mensagem sobre pontos

Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após uma vítima receber uma mensagem de texto informando sobre supostos pontos acumulados junto a uma instituição financeira. Os pontos poderiam ser convertidos em benefícios e, de acordo com a mensagem, estavam prestes a expirar.

Após acessar o link enviado, a vítima passou a ser contatada por criminosos que se apresentaram como funcionários do banco.

Eles alegaram que havia movimentações suspeitas na conta e convenceram a vítima de que seria necessário realizar procedimentos para proteger o dinheiro.

Durante uma ligação por aplicativo de mensagens, os golpistas utilizaram o compartilhamento remoto de tela e orientaram a vítima a fazer operações bancárias sob o pretexto de cancelar transações fraudulentas.

Na realidade, segundo a investigação, as operações permitiram transferências e pagamentos para contas indicadas pelos criminosos. O prejuízo ultrapassou R$ 140 mil.

Polícia suspeita de outras vítimas

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou integrantes do grupo e os relacionou à estrutura utilizada para a aplicação das fraudes.

Segundo a polícia, os suspeitos utilizavam perfis falsos em aplicativos de mensagens, técnicas de engenharia social e ferramentas de compartilhamento remoto de tela para enganar as vítimas.

As apurações também apontaram relação dos investigados com outros casos envolvendo crimes semelhantes.

A Polícia Civil suspeita que o grupo tenha feito outras vítimas. As investigações continuam para identificar novos integrantes, possíveis comparsas e outras pessoas que possam ter sido prejudicadas.