25 de setembro de 2026
DENÚNCIA

Uísque, cigarros e brigas. Bar? Não, é uma escola de Franca

Por Giovanna Attili | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Gerada por IA
Ilustração de um ambiente escolar com materiais escolares e, ao fundo, bebida alcoólica e cigarro eletrônico

A mãe de uma aluna da Escola Estadual “Dr. João Marciano de Almeida”, em Franca, procurou o Portal GCN/Sampi nesta quinta-feira, 24, para denunciar problemas envolvendo estudantes dentro da unidade, entre eles brigas e a entrada de bebidas alcoólicas e cigarros eletrônicos.

Segundo o relato, a filha tem contado sobre brigas entre alunos e a presença de estudantes levando uísque e cigarros eletrônicos para dentro da escola. A mãe também relatou uma situação em que urina teria sido deixada no corredor da unidade.

A denunciante afirmou que tentou conversar com integrantes da direção da escola, mas não conseguiu falar com a diretora. Segundo ela, teria sido informada de que a situação iria melhorar, mas os problemas teriam continuado.

Diante dos relatos, a mulher chegou a considerar retirar a filha da escola. Ela também afirmou que tentou procurar a Diretoria de Ensino, mas não conseguiu atendimento.

URE confirma casos com bebidas e cigarros eletrônicos

A URE (Unidade Regional de Ensino) de Franca confirmou ao GCN que a Escola Estadual “Dr. João Marciano de Almeida” já registrou ocorrências envolvendo porte e uso de cigarros eletrônicos e bebidas.

Segundo a URE, assim que tomou conhecimento dos casos, a direção identificou os estudantes envolvidos e convocou os responsáveis legais para orientações. Como medidas educativas e disciplinares, foram aplicadas advertências e afastamentos temporários.

“Alguns dos alunos identificados, inclusive, já foram transferidos da instituição por decisão de suas próprias famílias”, informou a URE Franca.

Em relação às brigas mencionadas pela mãe, a URE afirmou que ainda aguarda mais informações para identificar os episódios.

A unidade regional informou ainda que as ocorrências contam com registros, atas de reuniões e providências adotadas, inseridas na plataforma Conviva-SP para acompanhamento.

Segundo a URE, a escola também tem realizado ações de apoio com os estudantes para evitar a repetição de comportamentos de risco. Entre elas estão atividades em grupo conduzidas pela profissional do Programa Psicólogos nas Escolas que atende a unidade.

A URE Franca e a escola afirmaram que seguem à disposição da comunidade para prestar esclarecimentos.

Escola teve briga e ameaça com canivete em maio

A Escola Estadual “Dr. João Marciano de Almeida” já registrou outros episódios envolvendo estudantes neste ano. Em maio, dois casos ocorridos em dias consecutivos mobilizaram a comunidade escolar.

No dia 20, dois alunos do 9º ano se envolveram em uma briga dentro de uma sala de aula. Houve troca de socos e os dois estudantes sofreram ferimentos no rosto.

No dia seguinte, 21 de maio, um aluno do Ensino Médio entrou na escola com um canivete e ameaçou outro estudante.

A Polícia Militar foi acionada e recolheu o objeto. Ninguém ficou ferido. Os estudantes envolvidos foram afastados, houve registro de boletim de ocorrência e o episódio também foi inserido na plataforma Conviva-SP.