22 de setembro de 2026
'SAI DA FRENTE'

Batidas contra postes aumentam 43% em Franca no primeiro semestre

da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/GCN
Foram 50 ocorrências entre janeiro e junho deste ano, contra 35 no mesmo período de 2025

O número de batidas contra postes aumentou 42,9% em Franca no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento divulgado pela CPFL Paulista, nessa segunda-feira, 21. Foram 50 ocorrências entre janeiro e junho deste ano, contra 35 no mesmo período de 2025.

Os dados foram divulgados durante a Semana Nacional do Trânsito, que segue até 25 de setembro. A campanha reforça a importância da direção segura e da prevenção de acidentes.

Franca está entre as cidades da região que registraram aumento nas colisões contra postes. Em Cravinhos, o crescimento foi ainda maior: os casos passaram de 7 para 26, uma alta de 271%. Em Bebedouro, foram 22 ocorrências no primeiro semestre deste ano, contra 10 no mesmo período de 2025, aumento de 120%.

Em Sertãozinho, os registros passaram de 12 para 15, crescimento de 25%.

Já Ribeirão Preto, que concentra o maior número de ocorrências entre os municípios citados, apresentou queda. Foram 81 colisões entre janeiro e junho de 2026, contra 107 no mesmo período do ano passado, redução de 24,3%.

Quase nove colisões por dia

Considerando os 234 municípios atendidos pela CPFL Paulista, foram registradas 1.607 colisões contra postes nos primeiros seis meses de 2026. O número representa uma média de quase nove ocorrências por dia e alta de 2,4% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 1.569 acidentes.

Além dos danos aos veículos, as colisões podem comprometer postes, cabos e outros equipamentos da rede elétrica. Em situações mais graves, há risco para motoristas, passageiros, pedestres e moradores que estejam próximos ao local.

Os acidentes também podem provocar interrupções no fornecimento de energia. Segundo a CPFL, o atendimento costuma ocorrer em duas etapas: primeiro, as equipes isolam os circuitos e trabalham para restabelecer a energia ao maior número possível de clientes. Depois, são realizados os reparos ou a substituição do poste e a reconstrução do trecho danificado.

Dependendo da situação, o trabalho pode levar mais tempo quando é necessário aguardar a perícia policial ou a retirada do veículo envolvido no acidente.

Custo pode chegar a R$ 14 mil

Quando o responsável pelo acidente é identificado, ele pode ser responsabilizado pelos custos de reposição do poste e dos equipamentos danificados. De acordo com a CPFL Paulista, o valor pode variar de R$ 3 mil a R$ 14 mil, dependendo da estrutura instalada no local.

A empresa orienta que, em caso de acidente com queda de cabos, as pessoas permaneçam dentro do veículo e acionem a CPFL pelo telefone 0800 010 1010 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Também é recomendado não tocar no veículo, no poste ou nos fios que tenham caído. Pedestres devem manter distância e jamais tentar afastar cabos rompidos.

Caso seja extremamente necessário sair do veículo, a orientação é não encostar na lataria e deixar o automóvel saltando, sem tocar simultaneamente no veículo e no chão.