O cumprimento dos mandados da Operação Mimesis, realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público de São Paulo, terminou com um investigado preso em flagrante e a apreensão de equipamentos eletrônicos e produtos com sinais de falsificação em Franca, nesta sexta-feira, 18.
A operação investiga um grupo suspeito de manter uma estrutura organizada para comercializar pela internet produtos de vestuário falsificados, em plataformas eletrônicas como o Mercado Livre. A apuração financeira identificou R$ 199,8 milhões em movimentações bancárias, considerando entradas e saídas de recursos.
Durante as buscas, foram apreendidos celulares, computadores, pendrives, HDs externos e outros equipamentos eletrônicos. Segundo o Ministério Público, o material será analisado no decorrer da investigação.
Em uma das empresas alvo dos mandados, as equipes encontraram mercadorias com marcas e logomarcas de organizações esportivas aparentemente falsificadas, que estariam mantidas no estabelecimento para comercialização.
A descoberta resultou na prisão em flagrante de um dos investigados.
Segundo o Ministério Público, o homem foi detido, em tese, por crime previsto na Lei Geral do Esporte, que pune a venda, exposição ou manutenção em estoque, com finalidade comercial, de produtos falsificados ou reproduzidos sem autorização que contenham símbolos de organizações esportivas.
A pena prevista para o crime é de dois a quatro anos de reclusão e multa.
A apreensão dos equipamentos faz parte da investigação sobre a estrutura utilizada para a comercialização dos produtos contrafeitos pela internet. A análise de celulares, computadores e dispositivos de armazenamento deverá subsidiar as próximas etapas da apuração.
A Operação Mimesis contou com apoio da Polícia Militar, Receita Federal e representantes do Brand Protection Group (BPG).
A investigação aponta que os alvos utilizaram diferentes pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias e perfis de vendedores em plataformas digitais. A análise financeira identificou cerca de R$ 199,8 milhões em entradas e saídas de recursos. O montante representa movimentação bancária e não significa, necessariamente, faturamento ou lucro obtido com a venda dos produtos investigados.