Um homem foi condenado a 8 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado, por favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de adolescente em Franca. A sentença foi proferida pela Justiça na terça-feira, 15.
Segundo o MPSP (Ministério Público de São Paulo), o homem permaneceu preso durante o processo e não poderá recorrer em liberdade. A condenação é resultado da Operação Sentinela Digital, realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
De acordo com a investigação, o condenado utilizava um estabelecimento comercial na Vila São Sebastião como ponto de referência para intermediar programas sexuais. Segundo o MPSP, a atividade ocorria principalmente por meio de conversas mantidas pelo celular.
As investigações apontaram que o homem mantinha contato com pessoas interessadas nos programas, fornecia informações e fotografias de garotas, negociava valores e fazia a intermediação entre as adolescentes e potenciais clientes.
Na sentença, a Justiça considerou que a prática ocorria de forma habitual, organizada e reiterada, com o objetivo de obter vantagem econômica por meio da exploração sexual de adolescentes.
Além da pena de prisão, a Justiça determinou o perdimento dos bens apreendidos em favor da União e estabeleceu uma indenização mínima de R$ 30 mil para uma das vítimas, como reparação pelos danos sofridos.
As investigações da Operação Sentinela Digital continuam. Segundo o Ministério Público, o objetivo é identificar e responsabilizar outras pessoas que possam estar envolvidas no esquema de exploração sexual.
A apuração terá como base os elementos obtidos durante a operação e novas diligências realizadas pelas autoridades.