Antônio Evandro da Silva, de 42 anos, estava acompanhado por uma criança no carro quando matou a tiros Luiz Henrique Pereira dos Santos, de 39 anos, nessa quarta-feira, 16, em São José da Bela Vista. Segundo o relato feito por ele à Polícia Civil de Franca. O homem se apresentou nesta quinta-feira, 17, e, durante o interrogatório, admitiu ter planejado o crime.
A criança seria uma das filhas da ex-companheira de Antônio, pivô do crime. De acordo com o delegado Márcio Murari, responsável pela investigação, o homem relatou que comprou uma espingarda, acompanhou a rotina de Luiz Henrique e aguardou o momento para atacá-lo.
Segundo a versão apresentada pelo próprio Antônio, ele não aceitava o relacionamento entre a ex-companheira e Luiz Henrique.
Antônio contou aos investigadores que, no dia do crime, estava em um carro acompanhado por uma das filhas da ex-companheira.
Ele sabia, segundo seu depoimento, que Luiz Henrique trabalhava em uma usina e conhecia o horário em que a vítima saía de casa. Antônio teria parado o veículo cerca de dois quarteirões antes do ponto escolhido para o ataque e aguardado a passagem do homem.
Quando Luiz Henrique apareceu, Antônio teria saído do carro e efetuado o primeiro disparo. A vítima teria pegado um objeto próximo e tentado se defender. Nesse momento, ainda conforme o relato do investigado, outros dois disparos foram efetuados.
Enquanto o crime acontecia, a criança permaneceu no veículo, segundo as informações repassadas pela Polícia Civil.
Após os tiros, Antônio retornou ao carro e deixou o local com a criança.
De acordo com o delegado, Antônio afirmou que havia mantido um relacionamento com a ex-companheira e continuava mantendo contato com ela mesmo após a separação. Ele também disse ser bastante apegado aos filhos dela.
Ao descobrir que a ex estava se relacionando com Luiz Henrique, afirmou não ter aceitado a situação e decidiu planejar a morte.
A Polícia Civil informou ainda que já havia um inquérito instaurado para investigar ameaças e violência doméstica envolvendo Antônio e a ex-companheira.
Durante o interrogatório, Antônio afirmou que comprou a espingarda especificamente para cometer o crime, mas não informou aos investigadores de quem adquiriu a arma.
Depois de matar Luiz Henrique, segundo seu relato, ele seguiu em direção a Franca e, nas proximidades do Distrito Industriaç, jogou a espingarda em uma represa.
Na sequência, levou a criança até a casa de um conhecido ligado à igreja. Antônio disse ter permanecido em Franca, circulando pela cidade, até decidir se apresentar à Polícia Civil.
Após o interrogatório, Antônio deixou a unidade policial acompanhado por investigadores, que iniciaram buscas para tentar localizar a espingarda no local indicado por ele. Caso seja encontrada, a arma deverá passar por perícia.
Segundo o delegado Márcio Murari, a Polícia Civil também encaminha à Vara do Júri um pedido de prisão preventiva. Antônio deverá passar por exames periciais e pelo IML (Instituto Médico Legal) enquanto a Justiça analisa o pedido.