16 de setembro de 2026
JUSTIÇA

Bruna Top será julgada por morte e roubo de trabalhador rural

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/imagem melhorada com IA
Bruna Top é acusada de matar Pedro Martins da Costa, de 61 anos

O julgamento de Ronaldo Gustavo da Silva, de 41 anos, conhecida como Bruna Top, acusada de envolvimento na morte do trabalhador rural Pedro Martins da Costa, de 61 anos, será realizado nesta quinta-feira, 17, às 9h, no Fórum de Franca. O crime aconteceu em 10 de agosto de 2024, em São José da Bela Vista, e foi investigado pela Polícia Civil como latrocínio, que é o roubo seguido de morte.

Pedro foi abordado e agredido em uma rua da cidade depois de receber o pagamento referente a uma colheita de café. Ele chegou a ser socorrido e levado para a Santa Casa de Franca, onde permaneceu internado por seis dias devido à gravidade dos ferimentos na cabeça, mas não resistiu.

As imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para a investigação. Em um dos vídeos, Pedro aparece discutindo com Bruna. Segundo a investigação, ela chega a mexer nos bolsos da vítima e, em seguida, o homem é derrubado no chão.

Ainda conforme a Polícia Civil, Bruna teria pegado o celular e a carteira de Pedro e atravessado a rua. A vítima foi atrás dela. Na sequência, ela teria pegado uma pedra ou pedaço de sarjeta e atingido Pedro na cabeça. Mesmo depois que ele caiu, a agressora teria desferido chutes contra a vítima e revistado novamente seus bolsos antes de deixar o local.

A partir das imagens e de outras diligências, os investigadores conseguiram identificar Bruna como a pessoa que aparece nas gravações. Segundo a Polícia Civil, a investigação foi concluída em cerca de uma semana.

Tentativa de despistar a polícia

Após o crime, segundo a Polícia Civil, Bruna teria voltado a utilizar o nome de registro, Ronaldo Gustavo da Silva, na tentativa de dificultar sua identificação.

A Justiça decretou a prisão e ela acabou localizada e presa pela Polícia Militar. Durante o interrogatório, Bruna teria admitido parcialmente sua participação, reconhecido que estava com Pedro no dia do crime e também confirmado ser a pessoa que aparece nas imagens das câmeras de segurança.

Ainda durante o depoimento, porém, ela decidiu não responder a outras perguntas relacionadas ao crime.

A Polícia Civil indiciou Bruna pelo crime de latrocínio consumado. Na época da conclusão das investigações, os policiais também informaram que avaliavam pedir a conversão da prisão temporária em preventiva.

Bruna e Pedro eram vizinhos em São José da Bela Vista. A investigação apontou que o objetivo do crime teria sido roubar os pertences e o dinheiro que o trabalhador havia recebido após a colheita de café.

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