Jefferson Gonçalves da Silva, de 40 anos, descumpria reiteradamente as medidas protetivas determinadas pela Justiça antes de matar Adriana Meirelles, de 39 anos, no sábado, 12, em Guará. A informação é do delegado Murilo Machado, responsável pela investigação do feminicídio.
A revelação reforça o histórico de violência que antecedeu o crime. Conforme já mostrado pelo GCN, a mãe de Adriana, Maria da Penha dos Reis, relatou que a filha havia conseguido medida protetiva contra Jefferson, mas que ele continuava a procurá-la e ameaçá-la.
“Tratava-se de uma pessoa que já vinha em desacordo com a lei e com o estabelecimento das medidas judiciais às quais ele foi submetido”, afirmou Machado.
Segundo o delegado, os descumprimentos das medidas eram reiterados.
A mãe de Adriana também havia relatado ao GCN que Jefferson chegou a tentar entrar na residência e continuava ameaçando a filha mesmo depois da intervenção da Justiça.
“Se ele tivesse preso, ele não tinha feito isso”, afirmou Maria da Penha.
Adriana foi atacada quando seguia para o trabalho na manhã de sábado. Imagens de uma câmera de segurança registraram o feminicídio.
O vídeo mostra Adriana em uma Honda Biz quando Jefferson para um carro à frente dela, desce e se aproxima. Após uma discussão, ele tenta colocá-la dentro do automóvel. Adriana reage e, na sequência, Jefferson a ataca com uma faca.
Mesmo depois de a vítima cair, as imagens mostram que os golpes continuam. Adriana ainda consegue se levantar após o ataque, mas cai novamente. Ela chegou a ser socorrida, porém não resistiu aos ferimentos.
Após o feminicídio, Jefferson fugiu. A Polícia Militar conseguiu prendê-lo na manhã de segunda-feira, 14, em Ipuã.
De acordo com Murilo Machado, as forças de segurança acompanharam os deslocamentos de Jefferson durante as buscas. No momento em que foi localizado, ele estaria retornando para Guará.
O veículo foi interceptado em Ipuã durante o trajeto.
Com a prisão, a Polícia Civil prossegue com as diligências e aguarda laudos da Polícia Técnico-Científica. Depois da conclusão das apurações, o inquérito será relatado e encaminhado ao Ministério Público.