14 de outubro de 2026
ORIGENS

Ancestralidade

Por José Antonio Pereira e Marília Gabriella Ribeiro Peres | especial para o Portal GCN
| Tempo de leitura: 1 min

Somos herdeiros do grande criador e trazemos seus potenciais de cocriação. Também temos em nosso sangue e corpo as memórias de nossos antepassados. Estes traços ancestrais ajudam a formar-nos biologicamente e também psicologicamente. Somos fruto de histórias que existem para além de nós.

Esta consciência nos desperta a responsabilidade por sermos quem somos. Faz-nos agradecer a todos os que nos antecederam em nossa família pessoal e humana. Assim, o passado permanece em nós como algo que nos forma, nos fortalece para prosseguirmos esta história de sucesso, uma vez que aqui estamos.

Como pretendo continuar esta saga? Quais caminhos escolho agora como pessoa que continua processos e inspira outros que virão nesta mesma estrada? Só podemos saber para onde ir quando temos consciência do momento presente e quando valorizamos a história que por nós passou. Nossos ancestrais, portanto, determinam muito do que somos agora; porém, somente o meu desejo e determinação  constituem valores que podem nos mostrar as próximas jornadas, os próximos capítulos desta longa saga.

Não somos simples vítimas do acaso e sim frutos de escolhas que nos antecederam e que se desdobrarão no porvir. Nossas escolhas, de forma determinante, vão interferir em toda a geração sucessora. Somos um ponto importante em uma rede de relações infinitas. O que acontece aqui, em nosso mundo, de alguma forma repercute em outros lugares e situações, formando uma onda que se propaga infinitamente, favorecendo processos construtivos ou destrutivos. Para além da família pessoal, há a universal, que precisa ser cuidada por cada um de nós que no agora vivemos, em respeito à ancestralidade.

José Antônio Pereira é psicólogo e membro da Academia Francana de Letras; Marília Gabriella R. Peres é doutoranda em Educação pela Universidade de São Paulo