20 de setembro de 2026
SABATINAS 2026

Bassi defende reforma tributária e quer integração regional

Por Leonardo de Oliveira | da Redação
| Tempo de leitura: 33 min
Leonardo de Oliveira/GCN
Corrêa Neves Jr., jornalista do Portal GCN, e Daniel Bassi, candidato a deputado federal pelo PSD

A criação de mandatos com prazo definido para ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes contra a vida e o fortalecimento da integração regional na área de segurança pública estão entre as principais bandeiras defendidas pelo vereador e candidato a deputado federal Daniel Bassi, do PSD, durante a sabatina promovida pelo Franca Tem Voz, apresentada pelo jornalista Corrêa Neves Jr.

Bassi também falou sobre o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, defendeu o fim da escala 6x1 com exceções para setores considerados essenciais, tratou da reforma tributária e afirmou ser favorável à PEC da Segurança Pública, desde que seja preservada a autonomia de estados e municípios.

O candidato também foi questionado sobre o Hospital Estadual de Franca e a participação de diferentes agentes políticos na articulação para viabilizar o empreendimento. Bassi defendeu sua atuação no movimento regional em torno do hospital, mas reconheceu a participação de outras lideranças e destacou ações posteriores do prefeito Alexandre Ferreira (MDB), como a mudança e doação do terreno para a construção da unidade.

O Franca Tem Voz é uma iniciativa que reúne entidades, empresas e veículos de comunicação com o objetivo de estimular o voto em candidatos de Franca e região nas eleições de 2026. Idealizada em conjunto pela Acif, Cocapec, Unimed, portal GCN e Rádio Difusora, tem apoio de entidades como CDL, Ciesp, OAB, Sebrae, Uni-Facef, Franca Basquete e Magazine Luiza, entre outras. O objetivo é fortalecer candidaturas com base eleitoral em Franca e na região, garantir a eleição de um deputado federal e ampliar a bancada de deputados estaduais na Alesp.

Vinte candidatos a estadual e federal com base eleitoral em Franca e região foram convidados para as sabatinas. Dezoitos compareceram, de partidos de direita e esquerda, conservadores e progressistas, experientes e estreantes. Apenas dois faltaram: a delegada Graciela (PL) e o ex-prefeito Gilson de Souza não compareceram às entrevistas.

A ordem de exibição e publicação das sabatinas foi definida por sorteio realizado na presença dos candidatos ou seus representantes.

A sabatina com Daniel Bassi pode ser assistida na íntegra no vídeo acima.

A íntegra pode ser também lida abaixo.

A sabatina

Confira abaixo a transcrição da sabatina.

Corrêa Neves Jr. - Olá! Hoje dentro da série de sabatinas que a gente promove com os candidatos a deputado estadual e federal por Franca e região, dentro da iniciativa Franca Tem Voz, que defende e valoriza o voto em candidatos com base eleitoral na cidade e na região, é dia de conversar com Daniel Bassi, do PSD, ele que é candidato a deputado federal. Bassi, 35 anos, advogado, casado, vereador. Você disputou, há quatro anos, uma vaga de deputado estadual. Ficou próximo de 10 mil votos, longe do que precisava para ser eleito. E agora você tenta um voo ainda maior, onde são precisos por volta de 100 mil votos. Por que essa mudança e o que você pretende fazer de diferente para conseguir atingir esse número agora?

Daniel Bassi - Júnior, primeiro, agradecer você pela oportunidade, por encabeçar esse Franca Tem Voz, todas as empresas relacionadas a esse programa, para a gente priorizar quem tem base eleitoral aqui em Franca.

Nós tentamos essa disputa há quatro anos como deputado estadual.

Confesso que de uma forma até imatura, naquele momento. Apesar da minha experiência política, que eu tive enquanto assessor parlamentar dentro da Assembleia Legislativa, eu tinha apenas dois anos enquanto vereador. Eu era parlamentar por apenas dois anos e não tinha recursos, não tinha uma base consolidada.

Naquele momento, eu achei que viriam alguns apoios regionais que não vieram, muitas vezes por falta de recurso mesmo, que o partido fica de enviar e não envia, ou mesmo captação de recurso, onde você precisa materializar a sua campanha.

A campanha muitas vezes é muito cara e não basta você ter bases eleitorais na cidade se você não tiver como materializar essa campanha.

Eu saí de uma eleição de 1.200 votos lá em 2016, passei para uma de 2.200 votos...

Corrêa Jr. - Isso nas disputas para a Câmara dos Vereadores?

Daniel Bassi - Câmara de Vereadores. Na eleição de deputado, embora eu tivesse essa dificuldade, tive 9 mil votos e, agora, na última eleição de vereador, nós chegamos a quase 4.400 votos, 4.334 votos.

Então, esse trabalho vem sendo consolidado e, diferente da eleição anterior, muitos candidatos deixaram de... Não é que deixaram, né? Essa eleição agora, de deputado estadual e federal, vai ter muito menos candidatos e você nota que são muito poucos candidatos que têm feito campanha realmente com uma chance de alcançar o êxito.

Eu creio que eu esteja entre esses candidatos relacionados com chance de êxito, agora com uma maturidade muito maior, politicamente falando, com entregas em mandato para mostrar para a população o poder de articulação e quais os benefícios de ter um político realmente atuante, para que a gente possa atingir esse êxito.

Quando você fala a respeito de um voo maior, eu acredito que as discussões maiores estejam em Brasília, mas, partidariamente falando, eu acredito que tanto o estadual quanto o federal vão precisar da mesma quantidade de votos.

 

Corrêa Jr. - Só pra deixar claro: eu não disse em relação à relevância, mas sim em relação ao número de votos. Você precisa de mais votos para federal do que precisa para estadual.

Daniel Bassi - Ah, sim. Eu creio que, partidariamente falando, estadual esteja por volta de 60 a 70 mil e federal esteja por volta de 70 mil ou 80 mil votos. É próximo. Não vou dizer que seja mais difícil por conta das disputas eleitorais. Nós não temos um deputado federal, então você acaba saindo candidato em um terreno teoricamente virgem.

Então, eu acredito que eu tenho muito mais chances de alcançar um êxito como deputado federal do que se eu tivesse lançado uma candidatura externa.

Corrêa Jr. - Mas vamos lá, baseado no que você falou ali - que traz alguns pontos interessantes. Primeiro que, assim, eu acho que já é efeito do Franca Tem Voz e sempre a participação é boa...

Daniel Bassi - Acredito que sim também.

 

Corrêa Jr. - ... Da ACIF, da Unimed, Cocapec, outras entidades, dezenas que apoiam a iniciativa, o GCN/Difusora. Houve uma redução do número de candidatos. A gente saiu de 30 e poucos candidatos na última disputa...

Daniel Bassi - 39 candidatos.

Corrêa Jr. -  ...Exatamente, para 20. Então houve uma redução no número de candidatos. Mas ainda assim é muito candidato. Muitos deles - e aí não é juízo de valor sobre a qualidade dos candidatos ou das propostas - sem estruturas mínimas, estruturas precárias. Se disputam, acaba sempre atrapalhando um pouco. E aí eu te pergunto: até agora, declarados, se eu não me engano, você recebeu R$ 200 mil do fundo partidário. Não sei quanto você vai conseguir arrecadar em doações possíveis, previstas em lei. Mas o grosso da arrecadação dos candidatos é o fundo partidário. Ainda assim, é uma cifra muito pequena para a necessidade de uma campanha. Como é que você vai converter essa campanha numa campanha com chance de vitória, considerando o número de votos e a dificuldade de arrecadação?

Daniel Bassi - A dificuldade de arrecadação todos os candidatos têm. E eu acredito que eu não preciso de tanto para fazer uma campanha.

 

Corrêa Jr.: Mas com tão pouco dá?

Daniel Bassi: Dá! Eu não acho pouco. Até R$ 400 mil, R$ 500 mil, eu acho que é um tanto bom para a gente fazer uma campanha aqui nas 22 cidades que eu pretendo fazer, que é a região. Tirando Batatais, que compõe a região administrativa - que são 23 -, você retira Batatais e coloca na região de saúde, porque eu estou fazendo principalmente na regional de saúde por conta da entrega do Hospital Estadual.

Então, nós divulgamos o trabalho através da entrega do Hospital Estadual porque é uma entrega regional, é uma entrega para 22 cidades.

Então você consegue atingir o eleitorado mais facilmente quando você tem entregas. E eu acredito que, através dessas entregas que nós fizemos, a gente consegue fazer isso com um pouco menos.

Existem cifras muito maiores. Deputados no mandato recebem o teto.

 

Corrêa Jr. - Mais de R$ 3 milhões.

Daniel Bassi - Pessoas com bom relacionamento partidário recebem R$ 3 milhões, mas eu acredito que, mesmo assim, nós conseguimos entregar mais e chegar com uma qualidade melhor no eleitorado, porque nós temos entregas.

 

Corrêa Jr. - Você tocou na questão do hospital estadual, que levou a um conflito bastante grande com o prefeito Alexandre Ferreira, também com o ex-prefeito Gilson de Souza e com outras lideranças políticas. A sua comunicação faz parecer que o mérito do hospital é seu, o que a história não permite reconhecer. Há muita gente envolvida e não foi uma decisão de um vereador, mesmo porque o vereador não tem nem alçada nem atribuição para isso. Você não acha que fica esquisito para uma parcela do eleitorado quando olha - e essa parcela que está com nojo dessa política tradicional - e vê um comportamento que fala: “Olha, aqui está forçando?”?

Daniel Bassi - De forma alguma. Na verdade, eu acredito que esse estouro de votos que nós tivemos, alcançamos a terceira posição dentro da Câmara Municipal, mostra isso. Porque a gente sempre foi muito claro em tudo que nós falamos. E, em nenhum momento, se você pegar todas as minhas entrevistas, eu não falo que o mérito é meu. E eu nunca sequer tentei criar alguma rusga com nenhum desses que você disse. Nós fizemos, sim, um movimento regional liderado por um deputado federal, que se chama Arnaldo Jardim.

Nós fizemos articulações com o secretário de Estado, Jean Gorinchteyn, na época, com o Rodrigo Garcia, que era então vice-governador, que tinha promessa de virar governador e entregar esse hospital. Fizemos dois movimentos paralelos, registrados pela Câmara Municipal de Franca, através de uma audiência pública, onde nós entregamos o movimento político através de 22 moções de apoio em todas as câmaras municipais, 12 prefeitos regionais presentes na Câmara Municipal e um trabalho técnico desenvolvido por médicos prefeitos que foram apresentados através da Diretoria Regional de Saúde.

 

Corrêa Jr. - Sim, mas eu poderia dizer para você, por exemplo, que o Gilson de Souza era o prefeito da cidade.

Daniel Bassi - Parabéns para ele [risos].

 

Corrêa Jr. - E o Alexandre foi quem...

Daniel Bassi - Parabéns para ele também.

 

Corrêa Jr. - Mas aí a minha questão não é diminuir ou anular, mas, na sua comunicação, aparece mais você na frente do hospital, você andando com o hospital, e ela não fala desse todo. A impressão que dá - e você pode até falar nas entrelinhas - é a seguinte: que você quer se apresentar como viabilizador do hospital. Você não acha que isso sinaliza (de forma ruim) para uma parcela do eleitorado? Que é a mesma política que tem enojado todo mundo? Essa disputa de paternidade, essa coisa de querer dizer “ó, eu que fiz”, e não vira uma grande confusão sobre qual é o papel do vereador?

Daniel Bassi - Na verdade, eu acredito que a pessoa não fique enojada, porque hoje em dia tem pesquisa para tudo. Então, se a pessoa for ao ChatGPT ou ao Google e fizer a pesquisa do histórico do Hospital Estadual, vai ver que o hospital só foi viabilizado porque eu e o Arnaldo entramos.

E o Arnaldo só entrou nisso, Júnior...

 

Corrêa Jr. - Você acredita nisso?

Daniel Bassi - Absolutamente, absolutamente. Porque, se você chamar qualquer prefeito da região aqui, Júnior, você vai saber disso.

Você mesmo me ligou. Quando o Dória quase... Isso foi entrevista na Difusora, então, por isso que eu estou falando, não foi uma conversa privada.

Você, quando o Dória se recusou a se afastar naquele momento do governo do Estado, você me ligou em uma entrevista ao vivo. Eu e o Artiaga. Você disse: “E agora, vereador, o hospital sai ou não sai?”

Aí eu expliquei para você. Eu falei assim: “Olha, eu trabalhei até agora para que saia, mas, se o Dória não se afastar, o hospital não vai sair, porque a nossa conversa é com o Rodrigo Garcia.” Então, naquele momento, minutos antes de você me ligar para a gente fazer a entrevista, eu já havia feito uma reunião com 12 prefeitos da região e o Arnaldo Jardim, porque ele estava lá falando com o Rodrigo Garcia.

 

Corrêa Jr. - Mas, da mesma maneira, eu posso dizer, por isso que eu digo para o senhor aqui, eu posso dizer que eu estava no dia em que - por uma coincidência histórica - eu estava no dia em que o então vice-governador, Rodrigo Garcia, disse para o Gilson de Souza: “Olha, eu vou autorizar esse hospital para você.”

Daniel Bassi - Mas eu não tiro mérito dele.

 

Corrêa Jr. - E depois o Alexandre Ferreira, depois, que também poderia ter criado um entrave ou não ter lutado. Depois, os estudos técnicos complementares vieram do prefeito (Alexandre Ferreira), que tem que assinar convênio, fazer... Aí é a função de cada um. A minha única pergunta, a questão é essa: quando um político jovem, que tem uma carreira longa pela frente, repete um padrão que a gente viu numa política consolidada até hoje — e esta política consolidada até hoje claramente enoja os brasileiros — a minha pergunta é: Fazer mais do mesmo não é um desserviço na construção de uma trajetória política? Não era melhor fazer diferente? Era só essa a minha dúvida.

Daniel Bassi - Não, eu acho que entregas é fazer diferente. Então, tudo que nós nos comprometemos a fazer, nós entregamos.

É lógico que isso, trazer o maior investimento de saúde pública da nossa história, não é feito sozinho e sempre se você pegar todas as minhas entrevistas, e é por isso que eu te falo: eu cito nomes. Eu cito Naim, prefeito de Miguelópolis; doutor Túlio, era vereador e agora é prefeito de Guará; doutor Mauro Barcelos, médico e prefeito de Patrocínio Paulista; Vinícius Cruz, prefeito e médico de Morro Agudo; doutor Marcelo Mian, era diretor, ex-prefeito de São Joaquim da Barra e médico.

Então, eu sempre cito todos eles. Todos eles fizeram parte do movimento.

 

Corrêa Jr. - Você não citou o Alexandre Ferreira.

Daniel Bassi - O Alexandre não fez parte do movimento, mas ele ajudou depois de um certo momento. Ele ajudou a gente, porque...

 

Corrêa Jr. - Nem o Gilson de Souza.

Daniel Bassi - Não, o Gilson, tudo bem. É porque ele não fez parte do movimento...

Corrêa Jr. - É que você citou outros prefeitos, não citou os dois de Franca.

Daniel Bassi - Eles não fizeram parte do movimento, mas eu não quero, de maneira alguma, criar rusga e eu sinto, na verdade, um orgulho muito grande de ter feito parte do movimento.

E que bom que o Alexandre fez parte também, enquanto prefeito. Ele readequou o terreno, era um terreno do Estado, ele readequou para um terreno do município.

Enviou o Hospital Estadual para um terreno do município, fez a doação para o Estado e, parabéns, era um terreno de 26 mil metros quadrados, foi para um de 32 mil metros quadrados. Ótimo.

 

Corrêa Jr. - Candidato, vamos avançar aqui para tratar dos temas todos. Na sua opinião, o que só um deputado federal pode fazer por Franca? A coisa que o prefeito não pode, que um deputado estadual não pode, que um vereador não pode.

Daniel Bassi - Repete para mim, Júnior.

 

Corrêa Jr. - O que só um deputado federal pode fazer? O que o diferencia desses outros cargos? O que ele pode fazer que um deputado estadual não pode fazer por Franca, que um vereador não pode fazer por Franca e que nem o prefeito pode fazer por Franca?

Daniel Bassi - Olha, eu acho que as discussões de impostos, por exemplo. Hoje eu fui numa visita e até essa pessoa falou assim: “Quando você quer saber o que um deputado federal e a Federação pode fazer, você pensa dentro de casa. Quando você quiser saber o que o Estado ou o município pode fazer, você pensa fora de casa”. Então, se você quiser saber, por exemplo, sobre os impostos da cesta básica, você vai cobrar de um deputado federal.

O que ele pode fazer? Isso, emprego, renda, trazer esse desenvolvimento. Você pensa dentro de casa. Iluminação, asfalto, você pensa fora.

Mas, mais diretamente falando, eu acredito que você pode trazer mais investimento.

Um exemplo que eu costumo dar nas visitas que eu faço é: a cidade de Franca, por exemplo, tem um orçamento de mais ou menos R$ 1,7 bilhão. E os investimentos giram em torno de R$ 20 milhões, R$ 30 milhões dessa parcela. O resto fica para pagar a dívida, para pagar a conta.

Se você traz um deputado federal para dentro da sua cidade ou da nossa região, você praticamente dobra o poder de investimento dentro da sua cidade e da sua região. Porque você está agregando dentro desses R$ 20 milhões, R$ 25 milhões, outros R$ 50 milhões que o deputado tem só das emendas parlamentares.

 

Corrêa Jr. - O ajuste, o que sobra de investimento próprio ainda é pouco, mas é entre R$ 60 milhões e R$ 80 milhões nos últimos anos. Isso aqui sobra do orçamento para o prefeito, qualquer que seja ele, fazer coisas que queira fazer. O resto são...

Daniel Bassi - Então praticamente dobra. Então nós dobramos...

 

Corrêa Jr. - E você teria mais R$ 40 milhões de reais por ano em emendas que você pode destinar.

Daniel Bassi - Isso. Eu... R$ 42 milhões para deputado federal.

 

Corrêa Jr. - Isso das emendas impositivas.

Daniel Bassi - Das emendas impositivas, fora as emendas que, se você tiver uma boa articulação, você consegue trazer através de bancadas, de orçamento...

 

Corrêa Jr. - Me fala quais seriam duas ou três bandeiras do seu mandato, caso você seja eleito deputado federal.

Daniel Bassi - Olha, qual...

 

Corrêa Jr. - Quais são as duas ou três áreas de atenção.

Daniel Bassi - Júnior, eu penso muito em integração, integração regional. Então, quando você fala de integração regional, a primeira delas eu pensaria em segurança pública.

Nós já batemos nisso já faz muito tempo, então a gente manda recursos a nível municipal para a Guarda Civil Municipal, para a instalação de câmeras e outras áreas para fortalecer a segurança pública aqui do município.

E o que eu penso nessa integração regional? Eu tive recentemente, até foi um convite do Dário, eu estive lá em Campinas e ele me mostrou a central de combate a crimes que ele montou lá através das guardas municipais...

 

Corrêa Jr. - Dário Saad, prefeito de Campinas, que é natural de Pedregulho.

Daniel Bassi - E ele estava me mostrando a área que ele montou lá, uma base operacional de GCMs, Guardas Civis Municipais, de toda a região metropolitana de Campinas. Então, o que ele fez? A articulação — aí eu não sei como foi feita essa articulação — mas, enquanto deputado federal, você tem uma facilidade muito maior e tem recurso para isso.

Então, se você pega uma cidade, vamos falar de Pedregulho, que não tem um recurso suficiente para montar uma guarda, então você pega as cidades da região, dá esse suporte para o município e envia recursos para isso. E você monta uma base operacional regional de GCMs.

Corrêa Jr. - Eu entendi, mas me fale (sobre suas) bandeiras.

Daniel Bassi - Essa é uma bandeira.

 

Corrêa Jr. - A integração regional.

Daniel Bassi - Essa é uma bandeira. Eu tenho a minha bandeira, a principal bandeira de segurança pública, para mim, é isso. Lutei muito pelo Detecta e foi instalado aqui na cidade o Detecta, que faz o monitoramento de entradas e saídas de veículos, e isso já está sendo muito bem feito em toda a região, inclusive lá em Campinas, em Rifaina. Então, já está sendo feito.

 

Corrêa Jr. - Isso é dentro do Muralha Paulista?

Daniel Bassi - Dentro do Muralha Paulista. O Alexandre está colocando aqui nas principais entradas da cidade, então isso está sendo feito.

Paralelo a isso, eu acredito muito nas guardas civis municipais e essa articulação e financiamento podem ser feitos pelo deputado federal.

Da mesma forma, acredito que a saúde pública pode ser feita dessa forma. Então, você faz análise de dados e prioriza a saúde básica. Então, você faz essa análise de dados, faz integração de dados em toda a região e você tenta fazer essa previsibilidade de recursos e também essa... Oh, meu Deus, o diabetes, por exemplo, para você não dar o diabetes. Está me faltando a palavra.

 

Corrêa Jr. - A prevenção?

Daniel Bassi - A prevenção. Então você faz esse tratamento preventivo de toda uma cadeia para que a gente possa otimizar recursos e garantir que aquela pessoa tenha uma qualidade de vida melhor.

Corrêa Jr. - O mundo enfrenta o tarifaço do Trump, o Brasil não é diferente. Para a nossa região especificamente, o café ficou livre, a carne ficou livre, mas o calçado foi atingido com uma sobretaxa de 37,5%. 

O setor reclama muito. Houve algumas medidas pontuais, mas aparentemente não resolveram o tamanho do impacto. O que você pretende fazer para lidar com os efeitos do tarifaço, caso seja eleito?

Daniel Bassi - Olha, Júnior, eu até andei conversando com algumas lideranças do setor. Existe um benefício fiscal, ele chama drawback, que, quando a pessoa compra, por exemplo, o couro importado — estou dando o exemplo do couro só para ficar mais fácil — você pega o couro de outro país, usa esse couro, faz o processamento do material que você quer vender e vende ele, você zera o imposto.

E esse drawback, você precisa comunicar ele dentro de um período de um ano. Caso você não faça essa comunicação, esse imposto recai sobre a empresa.

E, através de uma articulação até do Sindifranca, da indústria aqui, do Sindicato da Indústria, através do Tony Hajel, que eu até parabenizo, esse benefício fiscal foi estendido através de uma articulação do sindicato. Mas eles não tinham quem apoiar e foi uma articulação. Eles estiveram aqui na Fiesp, falaram com Paulo Skaf e foram e conseguiram. Então, por isso que eu acho que esse caminho seria muito mais curto se nós tivéssemos um representante federal aqui.

E onde que eu quero chegar com isso? Eu tenho um projeto que, enquanto vereador, já fui atrás, já tentei algumas vezes. Franca tem o perfil para abrir uma Zona de Processamento e Exportação. E esse perfil calçadista, de exportação, principalmente, não só calçadista, mas cafeeiro, você consegue trazer insumos, consegue trazer maquinários e consegue mandar produtos já processados com imposto zero.

Isso sem período de entrega, igual o drawback, mas você consegue abrir uma Zona de Processamento e Exportação onde você processa e já envia o produto.

 

Corrêa Jr. - Mas especificamente para esse momento do tarifaço, então seria atuar junto a esse mecanismo do drawback?

Daniel Bassi - Não, da Zona de Processamento e Exportação. O drawback já existe. Eu dei só o exemplo.

Corrêa Jr. - Sim, mas aí... o processamento de exportação não é necessariamente... Não tem a ver com o tarifaço. Ele é permanente. Ele transcende tarifas.

Daniel Bassi - Ele é permanente. Ele é permanente. Isso. É porque, com relação ao tarifaço, especificamente, você precisa de uma política diplomática. Então você tem que trabalhar junto à diplomacia do país para que você possa...

Porque isso é um problema diplomático. Você tem que conversar com o país e ver o que você pode reduzir e dar em benefício para que você tire essa tarifa.

 

Corrêa Jr. - Você acha que o Brasil deveria retaliar os Estados Unidos?

Daniel Bassi - Não acho. Eu acho que a gente deveria sentar e conversar.

 

Corrêa Jr. - Isso não tem sido feito?

Daniel Bassi - Eu acho que não, Júnior, porque, por exemplo, eles dependem do suco de laranja, dependem do nosso café e de uma série de outros produtos. Por que esses ficam isentos do tarifaço?

 

Corrêa Jr. - Porque eles (os americanos) dependem.

Daniel Bassi - Eles dependem e eu acredito que esses setores, principalmente o calçadista, porque a gente está falando do calçadista porque ele é a base da nossa indústria aqui, da nossa cidade, ele precisa de um representante lá em Brasília.

Então, essa é a importância de nós termos um representante de Franca, do calçado, em Brasília.

 

Corrêa Jr. - Está sendo discutido, nessa semana em que a gente grava essa sabatina — porque ela vai ser exibida depois, pode ter tido um desfecho —, mas discute-se no Congresso o fim da escala 6x1.

Está (acontecendo) uma série de discussões ali. Na sua opinião, candidato, é bom que seja aprovado ou é ruim? Você defende o fim da escala 6x1 ou você é contrário?

Daniel Bassi - Júnior, na verdade, eu acho que ela vai entrar em pauta agora.

 

Corrêa Jr. - Exatamente.

Daniel Bassi - Deve estar entrando no Senado.

Corrêa Jr. - Por isso que eu disse.

Daniel Bassi - E eu acho que... Não é ser a favor ou contra. A escala 6x1 vai acontecer. Ela vai ser aprovada.

 

Corrêa Jr. - O fim da escala 6x1.

Daniel Bassi - É, o fim da escala 6x1. Eu não tenho dúvida disso. A única coisa que eu defenderia é uma solução para áreas específicas: área de logística, área de bares e restaurantes, áreas de serviços essenciais, segurança pública. Então, essas áreas eu acho que deveriam ser preservadas, é claro.

 

Corrêa Jr. - Poder trabalhar numa escala que não fosse 5 por 2.

Daniel Bassi - Isso. Agora, as outras, se você pensar numa cidade como Franca, por exemplo, na nossa região, as indústrias já adotam a escala 5x2, se você parar para pensar.

As indústrias aqui de Franca já são 5x2. A única coisa é que vai haver uma redução de uma hora, mais ou menos, mas esse benefício, essa saúde do trabalhador, esse descanso já é dado aqui nessas áreas industriais, como é a de Franca.

Então eu defenderia...

 

Corrêa Jr. - Então o senhor é a favor do fim da escala 6x1?

Daniel Bassi - Eu sou a favor, mas desde que preserve essas áreas essenciais, setor de logística, bares e restaurantes, e faça essas áreas que tenham um contato mais direto entre empregado e empregador para que eles se resolvam entre si.

 

Corrêa Jr. - Dos R$ 40 milhões aproximados que o senhor tem por ano em emendas parlamentares, caso seja eleito, metade tem que ir para a saúde e metade o senhor destina para outros projetos. O senhor tem ideia do que vai fazer com esse dinheiro? O senhor falou que uma parte iria para a segurança pública, guardas, por exemplo, que o senhor pode destinar. Mas a parte da saúde, o senhor destinaria para que tipo de iniciativa de saúde e o resto para onde iria?

Daniel Bassi - Em saúde primária, principalmente. Nós verificaríamos a necessidade, porque, na verdade, Júnior, o que eu penso enquanto deputado federal? Nós criaríamos um conselho regional, para que essas discussões fossem feitas através de dados.

Então, eu preciso saber onde, quais cidades precisam de mais ESFs, Saúde da Família, onde há déficit maior de cirurgias oftalmológicas. Então, a gente fazer uma integração de dados e a gente atingir. É muito difícil falar o que eu vou fazer sem ter esses dados.

 

Corrêa Jr. - Mas a sua área de atuação, atenção, seria para a saúde básica e para a segurança pública?

Daniel Bassi - Saúde básica e segurança pública.

 

Corrêa Jr. - A PEC da Segurança Pública está... A PEC da Segurança? Está no Senado, parada lá. E é uma grande discussão. O governo federal diz que é importante, que integra forças federais com forças estaduais. Os estados, alguns reclamam por dizer que seria uma intervenção do governo federal. O senhor é a favor ou contra essa PEC da Segurança e por quê?

Daniel Bassi - Em partes, Júnior. A PEC da Segurança Pública discute muito a integração, a integração de informações, asfixia do crime através dos crimes de colarinho branco, através das...da ramificação, da integração que esse crime organizado faz através de empresas de fachada.

Então, essa integração é fundamental. Eu acredito que o governo federal deve ficar, sim, com o financiamento e a integração de informações. Agora, a autonomia para execução deve ser preservada, tanto do Estado como do município.

 

Corrêa Jr. - O governo federal diz que o projeto é exatamente isso, que ele integra informações e a operação continua com os governadores.

Daniel Bassi - Isso. E a operação fica dessa forma. Eu sou a favor.

 

Corrêa Jr. - Candidato, a maioridade penal é sempre um tema em discussão. Tem uma defesa forte hoje dos políticos de direita no Brasil apontando a necessidade de uma redução da maioridade penal. O senhor é a favor ou contra e por quê?

Daniel Bassi - Eu sou, em partes também, Júnior. Eu sou a favor da redução da maioridade penal para crimes hediondos.

Então, aqueles crimes, por exemplo, se a pessoa for menor de idade, cometer um latrocínio, cometer um homicídio, tráfico de drogas, estupro, eu acredito que ela deva responder...

 

Corrêa Jr. - Para qual idade o senhor prevê para a redução, o senhor defenderia a redução?

Daniel Bassi - Para 16 anos? Para 16 anos.

 

Corrêa Jr. - Tem candidato defendendo para qualquer idade, para 5 anos de idade.

Daniel Bassi - Não, não faz sentido defender para qualquer idade. Então, a partir dos 16 anos.

 

Corrêa Jr. - Mas apenas para crimes contra a vida?

Daniel Bassi - Apenas crimes contra a vida. Isso.

 

Corrêa Jr. - Então, assim, se um menor de idade roubasse, como acontece, aí ele continuaria sujeito às penas que ele está hoje, internação, Fundação Casa...

Daniel Bassi - Até 18 anos, sim.

 

Corrêa Jr. - O senhor defende isso?

Daniel Bassi - Defendo, até porque o nosso sistema carcerário, prisional, não comporta crimes de — eu vou falar — menor potencial ofensivo. Mas, para mim, qualquer crime é crime.

Mas esses crimes de menor potencial ofensivo, se você começar a prender menores de idade, você está levando ele para uma faculdade do crime. E talvez...

 

Corrêa Jr. - Talvez isso não seja...

Daniel Bassi - A necessidade.

 

Corrêa Jr. - Então, para ficar claro, a redução da maioridade penal apenas para...

Daniel Bassi - Para crimes hediondos.

 

Corrêa Jr. - Para crimes praticados por menores de 16 anos, hediondos. Aí ele responde como maior de idade e caso condenado vai para o sistema prisional?

Daniel Bassi - Sim, sim.

 

Corrêa Jr. - Candidato, tem aí a reforma tributária. Mexe com todo mundo, ninguém sabe exatamente como mexe e eu até falei aqui numa outra sabatina, eu conversei com o Haddad e continuo sem entender direito. Mas, enfim, à luz do que se sabe até agora, o senhor acha que ela é boa ou ruim? E é um assunto que deve receber novas discussões com o passar dos anos. Caso eleito, como é que o senhor se posiciona diante desse tema?

Daniel Bassi - Eu me posiciono favoravelmente, Júnior. Eu acredito que toda redução de burocracia é benéfica para o setor de serviço industrial.

Então, você está tirando cinco impostos, que são o PIS, Cofins e IPI, transformando em CBS, que é a Contribuição sobre Bens e Serviços. E ICMS e ISS, transformando em IBS, que é Imposto sobre Bens e Serviços, e também o imposto seletivo.

Como eu atuaria nesse sentido? E respondendo por que eu sou favorável a isso: eu acredito que, retirando esses entraves, essas burocracias, você facilita a vida do empreendedor. Então é menos litígio, é menos judicialização.

 

Corrêa Jr. - O senhor acha que vai ter uma simplificação?

Daniel Bassi - Eu acredito. Você tem mais previsibilidade, você tem mais segurança jurídica.

 

Corrêa Jr. - E esse mecanismo que ninguém entendeu direito como vai funcionar - acho que a gente só vai descobrir em janeiro - que é aquele que o dinheiro que entra sem identificação na conta de qualquer pessoa, especialmente o pessoal que usa Pix?

Daniel Bassi - O split payment?

 

Corrêa Jr. - Exatamente, o split. Vai haver a retenção do imposto até que a pessoa justifique que dinheiro é aquele. Isso muita gente está temendo.

Daniel Bassi - Inclusive para pessoa física?

 

Corrêa Jr. - É, então, aí que está. Ouve-se de tudo. Ninguém entende direito.

Daniel Bassi - Se acontecer isso eu sou contra, totalmente contra.

Corrêa Jr. - E aí é a questão do sujeito que vende doce e recebe no Pix. O cara que presta um serviço mecânico recebe no Pix. Como é que vai ficar? Ele teria que ter uma nota? Ninguém sabe, na prática, como é que vai funcionar.

Daniel Bassi - Isso eu me posicionaria contra. Eu sou contrário a isso para CPF. E, inclusive, para o CNPJ, quando você aplica esse split payment, que é a retenção do imposto já na fonte, você prejudica a empresa também, porque você tira...

 

Corrêa Jr. - O fluxo de caixa.

Daniel Bassi - ...o fluxo de caixa e o giro do caixa. Então, eu acho que isso precisa ser muito bem regulamentado e precisa ser muito claro. Então, esses órgãos de transição que estão sendo formados para a transição, para essa implementação — a implementação já está em 2026, vai entrar efetivamente em 2027 — precisam ser muito bem fiscalizados.

E é onde entra o papel do deputado federal, para que imposto, tipo imposto seletivo, não venha, e esses outros mecanismos que eles criam, porque isso é através de regulamentações, não é através de leis.

 

Corrêa Jr. - Candidato, na sua opinião, a gente passou por uma tentativa de golpe de Estado ou não?

Daniel Bassi - Acredito que não.

 

Corrêa Jr. - O senhor acha que não houve uma tentativa de golpe de Estado?

Daniel Bassi - Não. Acredito que não.

 

Corrêa Jr. - O brigadeiro Carlos Batista Júnior, que era o comandante da Aeronáutica nos anos Bolsonaro, indicado por ele, acaba de lançar um livro, chamado “Eu Disse Não”, e ele conta ali que houve uma tentativa de golpe de Estado, houve uma organização para impedir a posse do presidente eleito Lula. E que isso só não deu certo, entre outras razões, porque ele e o também comandante do Exército, Freire Gomes, disseram para o Bolsonaro que, se ele seguisse naquele curso, eles teriam que prender o Bolsonaro por golpe de Estado. O senhor acha que ele está lunático, o brigadeiro Carlos Batista Júnior?

Daniel Bassi - Não, lunático é uma palavra, mas é a opinião dele.

 

Corrêa Jr. - Não, é o relato dele.

Daniel Bassi - É o relato dele. Eu acredito que toda a forma que foi feita... Eu não achei que foi uma forma organizada. Na verdade, eu achei que foi uma forma totalmente desorganizada.

Corrêa Jr. - O 8 de janeiro é o final. Assim, ele diz que, nos meses que antecederam o fim do mandato do presidente Bolsonaro, houve uma série de reuniões com o alto comando das Forças Armadas, do qual ele fazia parte. E o Bolsonaro buscava formas de impedir a posse do Lula e que isso só não aconteceu porque o general Freire Gomes, comandante do Exército, disse ao Bolsonaro, numa reunião em que ele estava presente: “Se o senhor continuar com esse curso de ação, terei que prendê-lo.” E que a Marinha, comandada pelo almirante Garnier, disse que a Marinha de Tamandaré estaria à disposição do Bolsonaro. E que aí ele disse: “Eu não faço nada ilegal.” E que o Bolsonaro entregou um documento com a minuta do golpe para ele e ele, Batista Júnior, disse: “Eu nem recebo esse tipo de documento. Aí está previsto que o Lula não toma posse? Que o presidente eleito não toma posse? Se tiver, eu nem recebo esse documento.” O senhor acha que isso tudo não é uma tentativa de impedir a transição democrática? Isso foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal, que condenou várias pessoas.

Daniel Bassi - Eu não acredito, Júnior, que todo esse envolvimento foi uma tentativa de golpe. Eu não consigo... Eu leio bastante, eu vejo todos os tipos...

 

Corrêa Jr. - O senhor acha que é o que? Esse tipo de coisa é o quê? Como é que a gente chamaria isso?

Daniel Bassi - Isso é um relato dele, Júnior. É um relato. Eu não...

 

Corrêa Jr. - A Justiça condenou. Não é mais uma...

Daniel Bassi - E quem condenou?

 

Corrêa Jr. - O Supremo Tribunal Federal.

Daniel Bassi - Eu sei, mas...

 

Corrêa Jr. - O senhor acha que o relato não é verdadeiro?

Daniel Bassi - Não sei. Eu preciso ver, mas a minha opinião é que não...

 

Corrêa Jr. - Se um vereador fizesse uma manobra para impedir a posse de um vereador eleito, isso é um golpe.

Daniel Bassi - Sim.

 

Corrêa Jr. - Então, se no governo federal o presidente da República instrui os ministros militares, os comandantes das forças, para não permitir a posse...

Daniel Bassi - Agora eu vou te responder juridicamente falando, não a minha opinião. Se houve toda essa tramitação, se houve toda essa organização, se realmente existem provas disso, isso foi uma tentativa.

Agora, tudo que eu vi, tudo que eu vejo e acompanho, eu não acredito que aquele 8 de janeiro foi para que fosse tomada posse ou tirado do poder.

 

Corrêa Jr. - O 8 de janeiro é o capítulo final. Ele fala de todas as movimentações feitas nos meses que antecederam a posse do Lula e que, até o instante final, a tentativa do governo Bolsonaro era impedir a posse do Lula.

Daniel Bassi - Eu não acredito que ele tenha feito isso, Júnior.

 

Corrêa Jr. - O senhor acredita que não?

Daniel Bassi - Não acredito.

 

Corrêa Jr. - Candidato, nós temos que ir para a parte final. Vamos para o Pinga-Fogo. Eu vou fazer as perguntas para o senhor. O senhor responde então com sim ou não. Anistia ampla ao 8 de janeiro?

Daniel Bassi - Sim.

 

Corrêa Jr. - Fim da escala 6x1?

Daniel Bassi - Em partes, sou a favor.

 

Corrêa Jr. - Supersalários acima do teto constitucional?

Daniel Bassi - Contra.

 

Corrêa Jr. - Legalização do aborto?

Daniel Bassi - Contra.

 

Corrêa Jr. - Mesmo nos casos já previstos em lei?

Daniel Bassi - Não. Se está previsto em lei, está previsto em lei.

 

Corrêa Jr. - Descriminalização do porte de drogas?

Daniel Bassi - Contra.

 

Corrêa Jr. - Qualquer droga, mesmo maconha?

Daniel Bassi - Qualquer droga. A gente não tem suporte para liberar droga no Brasil.

 

Corrêa Jr. - Retaliação comercial aos Estados Unidos pelo tarifaço?

Daniel Bassi - Contra.

 

Corrêa Jr. - Redução da maioridade penal?

Daniel Bassi - A favor, em partes.

 

Corrêa Jr. - Regulação das Big Techs?

Daniel Bassi - A favor, em partes.

 

Corrêa Jr. - Reforma administrativa mudando a estabilidade do servidor público?

Daniel Bassi - Contra.

 

Corrêa Jr. - O senhor defende a estabilidade do servidor público?

Daniel Bassi - Defendo.

 

Corrêa Jr. - Mandato fixo para ministro do Supremo?

Daniel Bassi - A favor.

 

Corrêa Jr. - Reeleição para presidente?

Daniel Bassi - A favor.

 

Corrêa Jr. - Estado laico?

Daniel Bass - Sou a favor também. Apesar de ser católico, eu acredito que todas as religiões têm o seu papel e todos são livres para ter a sua fé, independentemente de qual seja.

 

Corrêa Jr - Candidato, o senhor tem um minuto para suas considerações finais.

Daniel Bassi - Júnior, primeiro eu quero agradecer a você, agradecer a todos aqui do Franca Tem Voz e dizer que você não me perguntou, mas já respondendo do porquê ser deputado federal.

Eu acredito que, durante esses quase 10 anos de vida pública, desde 2016, este ano eu completo 10 anos de vida pública, eu acredito que eu venho me formando para esse dia, para esse desafio de ser deputado federal.

Então, através de entregas, através de formações, de aprimoramentos, eu até academicamente falando, fiz Administração Pública, me pós-graduei em Direito Tributário, sou advogado. Então, acredito que...

Acabou o tempo?

 

Corrêa Jr. - Pode seguir.

Daniel Bassi - Acredito que eu estou preparado para esse cargo, mas, sobretudo, Júnior, já até fazendo força para o Franca Tem Voz, eu acredito que eu não seja unanimidade. É óbvio, ninguém é unanimidade.

Então, eu gostaria de pedir que, caso, às vezes, a pessoa não se conecte à nossa campanha ou não vá votar, vote e priorize alguém de Franca, independentemente do que seja.

Não vai priorizar gente ruim... Pesquise sobre a pessoa, veja se ela tem capacidade primeiro e priorize gente de Franca.

 

Corrêa Jr. - Obrigado, candidato. Boa sorte na sua campanha.

Daniel Bassi - Obrigado, Júnior.