Yuri de Almeida Silva, de 24 anos, foi preso nessa quinta-feira, 3, em Franca, após a Polícia Militar cumprir um mandado de prisão relacionado ao atropelamento que matou Maria Geralda da Silva, de 95 anos, em março de 2025. Segundo a PM, a ordem judicial prevê pena de oito anos e um mês de reclusão, em regime fechado.
Yuri foi localizado por policiais do Rádio Patrulhamento na porta de sua residência, no bairro Santo Agostinho.
A prisão foi realizada pelos cabos F. Marinho e Carvalho, da 1ª Companhia do 15º BPM/I (Batalhão de Polícia Militar do Interior).
Após o cumprimento do mandado, Yuri foi encaminhado à CPJ (Central de Polícia Judiciária), onde permaneceu preso à disposição da Justiça.
O atropelamento aconteceu na noite de 8 de março de 2025, na avenida Brasil, na Vila Aparecida, em Franca.
Maria Geralda, que era cadeirante, estava sendo empurrada pela filha quando foi atingida pela motocicleta conduzida por Yuri. De acordo com o registro da ocorrência, mãe e filha estavam próximas ao meio-fio no momento do atropelamento.
Yuri tinha 23 anos na época e, segundo o registro policial, não possuía habilitação.
A idosa ficou gravemente ferida e foi socorrida por uma equipe da USA (Unidade de Suporte Avançado) do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
Maria sofreu diversas fraturas e foi encaminhada à Santa Casa de Franca. Ela chegou ao hospital com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Após o atropelamento, Yuri foi contido por pessoas que estavam no local até a chegada da Polícia Militar.
Conforme o registro policial feito na época, ele apresentava sinais de embriaguez - entre eles, olhos avermelhados, roupas desordenadas e forte odor de álcool.
Ainda segundo a ocorrência, Yuri afirmou aos policiais que a própria idosa teria provocado o acidente. Ele foi convidado a realizar o teste do bafômetro, mas se recusou.
Na ocasião, o motociclista foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia. Posteriormente, passou a responder ao caso em liberdade.
Agora, mais de um ano após a morte de Maria Geralda, ele voltou a ser preso para o cumprimento da ordem judicial.