03 de setembro de 2026
PARCERIA

Magalu leva 27 mil produtos ao Mercado Livre; veja o que muda

Por Leonardo de Oliveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Redes Sociais
Centro de distribuição do Magalu, em Guarulhos

Quem costuma fazer compras pela internet terá uma nova opção para encontrar produtos do Magazine Luiza. O grupo fechou uma parceria comercial com o Mercado Livre para disponibilizar cerca de 27 mil itens de seu estoque próprio na plataforma.

A novidade envolve produtos das marcas Magazine Luiza, KaBuM! e Época Cosméticos, ampliando o catálogo disponível aos consumidores. Entre as categorias, estão eletroeletrônicos, móveis, games, produtos de informática, cosméticos e perfumaria.

Na prática, o consumidor poderá encontrar dentro do Mercado Livre produtos que antes estavam concentrados nos canais próprios do grupo Magalu. A venda será feita pelo marketplace, enquanto a operação logística ficará sob responsabilidade da Magalog, empresa de logística do grupo.

A parceria também poderá ganhar novos desdobramentos. As empresas avaliam, por exemplo, a possibilidade de utilizar lojas físicas do Magazine Luiza como pontos de retirada e devolução de produtos comprados pelo Mercado Livre.

A integração pode ser especialmente relevante para produtos de maior porte, como geladeiras, fogões e móveis, ao ampliar as possibilidades de entrega e retirada.

Mais opções de compra

O acordo não é exclusivo. O Magalu já possui parcerias semelhantes com outras plataformas, como Amazon, AliExpress e Americanas, além de canais como Itaú Shopping e Livelo.

Com a entrada no Mercado Livre, a estratégia da companhia é ampliar o alcance de seus produtos aproveitando a audiência de diferentes plataformas de comércio eletrônico. O grupo afirma ter uma base de aproximadamente 50 milhões de clientes em seus canais digitais.

Ações disparam

O anúncio também teve forte repercussão no mercado financeiro. As ações do Magazine Luiza chegaram a subir cerca de 24% durante o pregão de terça-feira, 2, na B3. Ao fim do dia, os papéis acumulavam alta de 16,88%, cotados a R$ 5,40.

O movimento ocorreu em um momento de recuperação para a operação digital da varejista. No segundo trimestre de 2026, as vendas de comércio eletrônico do Magalu caíram 11,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior. As vendas nas lojas físicas, por outro lado, cresceram 10,3%.

O desempenho ajuda a explicar a importância da nova parceria para a empresa. Ao colocar seus produtos em uma das maiores plataformas de comércio eletrônico do país, o Magalu amplia a exposição de seu estoque a milhões de consumidores.

Para quem compra pela internet, a principal mudança é a ampliação da oferta de produtos do grupo dentro do Mercado Livre, reunindo milhares de opções em categorias que vão de eletrônicos e informática a móveis e itens de beleza.