A médica Ana Paula Nunes dos Santos ficou 26 dias sob restrições após ser presa por engano no Aeroporto Internacional de Campo Grande, em 5 de agosto. Segundo ela, houve confusão com outra mulher condenada por organização criminosa.
Ana Paula ficou dois dias detida e afirma que não conseguiu amamentar a filha de seis meses durante o período. Ela também relata ter sido submetida a revista íntima e ter sofrido ofensas enquanto estava na delegacia.
O erro foi identificado durante a audiência de custódia, quando o juiz apresentou dados do processo que não correspondiam à médica, como filiação, estado civil, endereço e informações sobre um veículo.
Mesmo após a audiência, Ana Paula deixou o fórum usando tornozeleira eletrônica. De volta a Dourados, procurou a Defensoria Pública, que, segundo ela, identificou a divergência em menos de 10 minutos. O equipamento foi retirado nessa segunda-feira (31).
A médica afirma que o episódio a preocupa com relação à carreira, já que está no processo de revalidação do diploma de Medicina e é servidora pública municipal. Ela busca retirar seu nome da ação penal e pretende pedir indenização ao Estado.
A Polícia Civil e a Polícia Federal foram procuradas pelo Campo Grande News, mas não responderam até o fechamento da reportagem.
Com informações do Campo Grande News.