26 de agosto de 2026
ECONOMIA

Mercado imobiliário recua, mas casas seguem dominando em Franca

Por Pedro Dartibale | da Redação
| Tempo de leitura: 4 min
Sampi/Franca
Arquivo GCN
Franca vista do alto: mercado imobiliário de Franca recua 64,8% em julho

O mercado imobiliário de Franca e região registrou forte retração em julho de 2026. Segundo pesquisa do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo), as vendas de imóveis residenciais usados caíram 64,83% em relação ao período anterior, enquanto as locações recuaram 22,96%.

Mesmo com a redução no volume de negócios, o levantamento mostra um perfil de demanda relativamente definido: as casas continuaram predominando tanto nas vendas quanto nas locações, enquanto imóveis de dois e três dormitórios e faixas intermediárias de preço concentraram boa parte das negociações.

Casas dominam as vendas

Em julho, as casas representaram 73% das vendas de imóveis usados, contra 27% dos apartamentos.

Entre as casas comercializadas, os imóveis de dois dormitórios responderam por 62,5% das negociações, enquanto os de três dormitórios representaram 37,5%. Não houve registros de vendas de casas com um dormitório ou com quatro dormitórios ou mais.

Em relação à área útil, 37,5% das casas vendidas tinham entre 51 m² e 100 m². Imóveis entre 101 m² e 200 m² representaram 12,5%, assim como as unidades de até 50 m².

As casas entre 201 m² e 300 m² corresponderam a 25% das vendas, enquanto outras 12,5% estavam na faixa de 301 m² a 400 m².

Entre os apartamentos, 66,7% das vendas foram de unidades com dois dormitórios. Outros 33,3% corresponderam a quitinetes. Não houve registros de apartamentos com um dormitório ou três dormitórios ou mais.

A totalidade dos apartamentos vendidos tinha até 50 m² de área útil.

Maior parte das vendas fica abaixo de R$ 400 mil

A distribuição por faixa de preço mostra concentração das negociações em imóveis de menor e médio valor.

As faixas de R$ 101 mil a R$ 150 mil, R$ 151 mil a R$ 200 mil, R$ 201 mil a R$ 250 mil e R$ 301 mil a R$ 350 mil tiveram, cada uma, participação de 18,2% das vendas.

Já os imóveis entre R$ 251 mil e R$ 300 mil e entre R$ 351 mil e R$ 400 mil representaram, individualmente, 9,1% das negociações. A faixa entre R$ 451 mil e R$ 500 mil também respondeu por 9,1%.

Não houve registros de vendas de imóveis acima de R$ 500 mil.

Financiamento pela Caixa empata com pagamento à vista

O pagamento à vista e o financiamento pela Caixa Econômica Federal dividiram a liderança entre as formas de pagamento, com 40% das vendas cada.

As compras realizadas diretamente com o proprietário representaram 20% das negociações. Não foram registrados financiamentos por outros bancos nem aquisições por consórcio.

Também houve negociação abaixo do valor anunciado. Em 36,4% das vendas, o imóvel foi comercializado pelo mesmo valor anunciado. O mesmo percentual correspondeu a descontos entre 6% e 10%.

Em 18,2% dos negócios, o desconto foi de até 5%, enquanto 9,1% das vendas tiveram redução entre 16% e 20% sobre o preço anunciado.

Centro e bairros dividem as vendas

A região central e os bairros classificados como nobres concentraram, cada um, 25% das vendas. As demais regiões responderam pela metade das negociações.

O levantamento mostra, portanto, uma distribuição das vendas para além das áreas central e nobre, com 50% dos negócios realizados nas demais regiões.

Locações caem 22,9%

O mercado de locação também registrou retração em julho, de 22,96%.

As casas representaram 69% dos contratos de aluguel, enquanto os apartamentos responderam por 31%.

Entre as casas alugadas, 66,7% tinham três dormitórios e 33,3%, dois dormitórios. Em relação à área, 66,7% estavam entre 101 m² e 200 m², enquanto 33,3% tinham entre 51 m² e 100 m².

Nos apartamentos, 75% dos contratos foram de unidades com dois dormitórios e 25% de imóveis com três dormitórios. Metade dos apartamentos alugados possuía entre 51 m² e 100 m², enquanto 25% tinham até 50 m² e outros 25% estavam entre 101 m² e 200 m².

Aluguéis entre R$ 1,75 mil e R$ 2,5 mil concentram contratos

As faixas entre R$ 1.751 e R$ 2 mil e entre R$ 2.001 e R$ 2.500 foram as que mais concentraram contratos de locação, com 28,6% cada.

Imóveis entre R$ 501 e R$ 750 representaram 14,3% das locações. O mesmo percentual foi registrado para a faixa entre R$ 1.251 e R$ 1.500 e para os aluguéis entre R$ 3.001 e R$ 3.500.

Não houve registros de contratos de até R$ 500, entre R$ 751 e R$ 1 mil, entre R$ 1.001 e R$ 1.250, entre R$ 1.501 e R$ 1.750 ou acima de R$ 3.500.

Caução é principal garantia

O depósito caução foi a principal modalidade de garantia utilizada nos contratos de locação, com 50% das ocorrências.

O fiador apareceu em 42,9% dos contratos, enquanto o seguro-fiança representou 7,1%. Não houve registros de título de capitalização ou de outras modalidades.

Quanto aos descontos, 42,9% dos imóveis foram alugados pelo mesmo valor anunciado. Em 28,6% dos contratos houve desconto de até 5%, enquanto 14,3% tiveram redução entre 6% e 10% e outros 14,3%, entre 11% e 15%.

Região periférica lidera locações

As demais regiões concentraram metade dos contratos de aluguel em julho. A região central respondeu por 42,9%, enquanto os bairros nobres representaram 7,1%.

O levantamento também aponta que, em 100% dos casos registrados na pesquisa, a mudança ocorreu para um imóvel com aluguel mais caro. Não houve registros de mudança para uma locação mais barata ou sem justificativa.

A pesquisa do Creci-SP reúne dados de Franca e de outros municípios da região, entre eles Guaíra, Guará, Itirapuã, Ituverava, Miguelópolis, Patrocínio Paulista, Rifaina, São Joaquim da Barra e São José da Bela Vista. Ao todo, participaram 48 corretores e imobiliárias, abrangendo dez cidades que receberam o levantamento.