Uma briga envolvendo alunos da Escola Estadual “Mário D’Elia”, a Polícia Militar e um adulto foi registrada na tarde desta terça-feira, 18, na porta da unidade, em Franca. O conflito teria começado dentro da escola após uma troca de ofensas entre dois estudantes e continuou do lado de fora.
Segundo a denúncia, a direção teria sido informada de que a discussão poderia tomar maiores proporções, mas os alunos deixaram a unidade. Um vídeo enviado ao Portal GCN mostra a presença de uma viatura da Polícia Militar e a tentativa dos policiais de conter a briga com spray de pimenta.
Entre os envolvidos no confronto, um homem adulto aparece nas gravações segurando um objeto semelhante a uma arma de choque. Segundo uma testemunha, o equipamento teria sido utilizado contra estudantes.
Ainda conforme o relato, o homem seria pai de uma aluna que não teria participado da discussão inicial. Imagens feitas por estudantes mostram o adulto indo em direção aos alunos e desferindo golpes contra eles.
Pessoas que teriam sido agredidas durante a briga procuraram a CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Franca para registrar a ocorrência. O caso deverá ser investigado.
Em nota, a URE (Unidade Regional de Ensino) de Franca afirmou que tomou conhecimento do episódio e repudiou qualquer forma de violência, dentro ou fora do ambiente escolar.
Segundo a Secretaria Estadual de Educação, os pais dos alunos envolvidos na discussão foram convocados antes do final da aula. Alguns responsáveis não puderam comparecer, enquanto outros não atenderam aos chamados da gestão escolar.
A Polícia Militar também foi acionada para auxiliar na mediação e na segurança. Como medida cautelar, os estudantes envolvidos na discussão foram afastados das atividades escolares por cinco dias.
A URE informou ainda que uma reunião do Conselho de Escola será agendada para deliberar sobre as medidas disciplinares cabíveis. Um relatório sobre o episódio foi inserido no Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP), e um boletim de ocorrência está sendo registrado.
A unidade regional e a gestão da escola afirmaram que permanecem à disposição da comunidade para prestar esclarecimentos.