14 de agosto de 2026
INVESTIGAÇÃO

Polícia pede prisão de padre suspeito de abusar de coroinhas

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Reprodução/EPTV Ribeirão Preto
Padre Mário Reis da Silveira era de paróquia de Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto

A Polícia Civil de Ribeirão Preto pediu nesta quinta-feira, 13, a prisão do padre Mário Reis da Silveira, investigado por estupro de vulnerável e importunação sexual contra coroinhas da paróquia onde atuava em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto.

O pedido ocorre após a conclusão do inquérito policial, que também resultou no afastamento do padre das atividades na paróquia, em março deste ano. O caso agora será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se oferecerá denúncia à Justiça.

A investigação é conduzida pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Ribeirão Preto e tramita em segredo de Justiça. Durante o inquérito, a polícia encontrou materiais no celular do padre que, segundo a investigação, reforçam os depoimentos prestados pelas vítimas.

Segundo o G1 Ribeirão Preto, entre os materiais analisados estão trocas de mensagens e imagens de cunho íntimo envolvendo menores de idade.

Seis vítimas foram ouvidas

Até o momento, seis vítimas foram ouvidas pela Polícia Civil. O padre também prestou depoimento e negou todas as acusações.

Segundo os relatos apresentados à polícia, as vítimas afirmaram que o padre teria realizado toques em partes íntimas, além de beijos e tentativas de beijo. Em um dos casos, o crime teria ocorrido há cerca de 20 anos.

A defesa do padre afirmou que o indiciamento não significa culpa e criticou a condução da investigação.

“Por dever de esclarecimento, registra-se que o relatório final de inquérito policial não constitui acusação formal, tampouco juízo de culpa. Trata-se de peça de natureza opinativa, produzida unilateralmente na fase investigativa, sem contraditório e sem ampla defesa, cujas conclusões não vinculam o Ministério Público nem o Poder Judiciário”, afirmou.

Arquidiocese diz que abriu investigação

A Arquidiocese Metropolitana de Ribeirão Preto informou que instaurou uma investigação interna assim que recebeu as denúncias.

Segundo a instituição, o padre foi suspenso de suas atividades e a Arquidiocese tem colaborado com as investigações conduzidas pela Polícia Civil.