15 de agosto de 2026
FILHO DE PEIXE...

Filho de ídolo repete número e estreia pelo Franca Basquete

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Vithor e Márcio Dornelles: tal pai, tal filho

O ditado "filho de peixe, peixinho é" se aplica mais uma vez no Franca Basquete. Neste início do Campeonato Paulista, vários garotos da base vêm ganhando espaço na equipe principal. Entre eles, está Vithor Alves Dornelles, de 16 anos, que já disputou dois dos três jogos do time na competição.

Filho do ex-jogador e multicampeão por Franca Márcio Dornelles, o jovem herdou até o mesmo número e nome na camisa: 15 e Dornelles. A oportunidade para os jovens da base surgiu porque o técnico Helinho Garcia vem mesclando a equipe. Os novos contratados ainda intercalam a pré-temporada com o Estadual.

Herança dentro e fora da quadra

Vithor nasceu em Franca, joga na base do clube desde criança e pegou o finalzinho da carreira do pai, que também atuava como ala/armador e se aposentou em 2019, aos 43 anos. Márcio Dornelles é gaúcho de Porto Alegre e tem vários títulos com a camisa do Franca Basquete.

Jogar onde o pai brilhou é algo especial para o jovem atleta. "Jogar onde meu pai jogou tantos anos é uma coisa que eu nem consigo explicar direito. Eu uso a munhequeira que ele usava, o mesmo número, o mesmo nome na camisa. Não consigo explicar essa sensação", disse Vithor ao canal TV Franca Basquete após o segundo jogo pelo time principal, contra o Osasco, no domingo, 9, no Pedrocão, pela segunda rodada do Paulista 2026.

O jogador também destacou o apoio e a cobrança do pai em casa. "Ele cobra porque sabe do tanto que eu treino, me dedico e sabe que eu posso melhorar sempre. Eu sempre escuto meu pai", afirmou.

Vithor contou que Márcio mostra vídeos antigos de quando jogava ao lado de Valtinho no Franca. "Ele fica mostrando as pontes que o Valtinho dava para ele do meio da quadra e fala que saltava muito para arremessar. Fica mostrando", contou o jovem.

Tradição familiar no clube

Ao longo da história do Franca Basquete é comum filhos seguirem a carreira dos pais que vestiram a camisa do clube. Além de Helinho, filho do lendário Hélio Rubens Garcia, que foi jogador e técnico, outros nomes também seguem a tradição: Gui Abreu, filho de Edu Mineiro; Cauê Borges, filho de Chuí; Eduardo Klafke, filho de Rogério Klafke; Matheus Mellim, filho de Valtinho; e Léo Meindl, filho de Paulão, já falecido. Todos cresceram acompanhando a carreira dos pais e hoje brilham na modalidade.