17 de agosto de 2026
CUIDADO

Santa Casa de Franca amplia assistência com cuidados paliativos

Por Giovanna Attili | da Redação
| Tempo de leitura: 4 min
Sampi/Franca
Divulgação/ANCP
Cuidados paliativos são necessários quando o paciente está acometido de uma condição crônica grave ou um quadro que ameaça sua vida

O Serviço de Cuidados Paliativos do Grupo Santa Casa de Franca acompanha pacientes com doenças graves, crônicas ou que podem ameaçar a vida, com o objetivo de oferecer mais qualidade de vida durante o tratamento. O trabalho é realizado por uma equipe multiprofissional, que também presta apoio aos familiares durante as diferentes etapas do cuidado.

Diferentemente do que muitas pessoas imaginam, os cuidados paliativos não são destinados apenas aos últimos dias de vida. O acompanhamento pode começar ainda no diagnóstico de uma doença grave e ser realizado junto aos demais tratamentos, com ações voltadas ao controle de sintomas, alívio da dor, apoio emocional e respeito às decisões do paciente.

Cuidado começa ainda durante o tratamento

O serviço conta com médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, nutricionistas, farmacêuticos e outros profissionais da saúde. A equipe atua de forma integrada para definir os cuidados de acordo com as necessidades de cada paciente.

Coordenador do Serviço de Cuidados Paliativos do Grupo Santa Casa de Franca, o médico paliativista Rodolfo Moraes Silva explicou que um dos principais desafios ainda é esclarecer o que representa esse tipo de atendimento.

“Os cuidados paliativos não significam interromper o tratamento nem representam o fim da vida. Eles podem ser iniciados desde o diagnóstico de uma doença grave, acompanhando outras terapias e proporcionando controle da dor, manejo dos sintomas, acolhimento emocional e suporte para que o paciente tenha a melhor qualidade de vida possível”, afirmou.

A médica paliativista Mirelle Souza Oliveira também destacou a participação dos familiares no processo. Segundo ela, o trabalho envolve diferentes profissionais, que acompanham tanto o paciente quanto as pessoas próximas a ele.

“Quando falamos de cuidados paliativos, falamos de toda uma dinâmica de acolhimento, não só do doente, mas como da família. É uma equipe que funciona de maneira multidisciplinar. Contamos com médicos, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, equipes de enfermagem e outros, todos em volta daquele paciente que tem uma doença incurável para promover qualidade de vida, amparo a ele e seus familiares”, explicou.

Equipe atua como apoio ao paciente e à família

Mirelle ressaltou ainda que o serviço não substitui os profissionais responsáveis pelo tratamento da doença, mas atua como apoio durante o processo.

“Os cuidados paliativos não substituem a equipe original de tratamento da doença, mas são uma equipe de apoio que entra como um complemento de saúde e controle de dignidade para o paciente e seus familiares”, afirmou.

O impacto desse acompanhamento também é percebido pelos familiares dos pacientes. Os irmãos Gilberto e Gilmar Cintra passaram pelo processo ao lado do pai, que foi diagnosticado com câncer em fevereiro deste ano.

Gilmar contou que a família recebeu acompanhamento da equipe desde o início dos cuidados paliativos.

“Em fevereiro deste ano descobrimos que meu pai tinha um câncer e, junto ao tratamento, foi iniciado o processo dos cuidados paliativos. O processo é doloroso para a família, mas, graças a Deus, fomos muito bem acolhidos por todos da equipe e, a todo o momento, muito amparados. E mesmo com todas as dificuldades e até o momento da partida do nosso pai, fomos muito fortalecidos”, relatou.

Familiares também recebem acolhimento

Gilberto também destacou o apoio recebido durante o período.

“Tudo isso foi novo e só sente quem realmente passa pelo processo, que, na verdade, machuca, pois, no nosso caso, sabíamos que perderíamos nosso pai. Mas, graças a Deus, o lado humano dos profissionais é muito grande. Isso nos conforta e nos dá forças para enfrentar as etapas. Para quem ainda irá passar por esse processo, os cuidados paliativos vêm para confortar a família e trazer um bem-estar para o paciente. Só temos a agradecer a todos que estiveram conosco”, afirmou.

Além do atendimento aos pacientes, o serviço busca oferecer suporte para que as famílias consigam lidar com as mudanças provocadas pela doença e com as diferentes etapas do tratamento.

Santa Casa é referência regional

O Serviço de Cuidados Paliativos integra a estrutura do Grupo Santa Casa de Franca, que atende pacientes de 22 municípios da região e atua como hospital terciário de referência em média e alta complexidade, principalmente para usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

A instituição possui Acreditação ONA Nível 3, reconhecimento concedido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) às instituições que atendem critérios de segurança do paciente, gestão integrada e melhoria contínua. O Grupo Santa Casa de Franca também mantém o Angels Awards Diamond, reconhecimento internacional voltado à qualidade do atendimento a pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC), além do título de Hospital de Ensino.

Os reconhecimentos fazem parte da estrutura de assistência da instituição, enquanto o Serviço de Cuidados Paliativos atua diretamente no acompanhamento de pacientes e familiares, com foco no controle dos sintomas, na qualidade de vida e na dignidade durante o tratamento.