O Campeonato Varzeano de Franca chega à semana prevista para o início da edição de 2026 sem calendário e tabela de jogos definidos. A competição deveria começar neste sábado, 15, mas, diante da falta de programação oficial, a tendência é de que a primeira rodada não seja realizada.
A indefinição afeta diretamente 32 equipes, sendo 16 na categoria principal e outras 16 no sub-20. Ao todo, cerca de 900 jogadores devem participar da competição, considerando uma média de 30 atletas por time.
O número de pessoas envolvidas é ainda maior quando são considerados integrantes das comissões técnicas, equipes de arbitragem, colaboradores e prestadores de serviço.
Com oito partidas por rodada, o Varzeano movimenta campos de diferentes regiões de Franca, como Jardim Brasilândia, Parque Continental, Jardim Aeroporto, Vila Santa Terezinha, Jardim Noêmia e Vicente Leporace. O Palmeirinhas também é apontado como possível local de jogos.
A estimativa é de que cada rodada reúna cerca de 3 mil pessoas, entre jogadores, comissões técnicas e torcedores.
A organização do campeonato é responsabilidade da Secretaria de Esportes de Franca. Sem a definição das datas e dos locais das partidas, os clubes afirmam que enfrentam dificuldades para concluir o planejamento da temporada.
Além da montagem dos elencos, as equipes costumam passar meses buscando patrocinadores e organizando a estrutura necessária para disputar a competição.
Ligado há anos ao futebol varzeano como dirigente e treinador, com títulos no currículo, Rogilson Resende lamenta a situação e afirma que a competição tem importância que vai além das quatro linhas.
Para ele, o futebol amador aproxima comunidades, contribui para a formação de jovens e oferece uma opção de lazer para os moradores.
“Na Várzea a cidade mostra sua verdadeira cara: povo, luta e paixão. O futebol amador mantém viva a tradição, revela talentos e fortalece os laços de cada bairro. É a várzea que revela jogadores, que tira os garotos da rua e dá motivo para a cidade inteira vibrar”, afirmou.
Rogilson também aponta impactos financeiros e emocionais provocados pela indefinição.
“Isso requer tempo, renúncia de muitas coisas na vida particular de cada um. Isso gera e onera despesas que, com a não realização do Varzeano, se perdem. Tem prejuízos, tem inúmeros desacertos. Sem falar no mal maior, que é o sentimento, o coração de quem vive o time, de quem tem o orgulho de vestir a camisa e levar sua comunidade para a cidade toda”, disse.
A demora na divulgação da tabela provocou reação entre as equipes. Alguns clubes divulgaram notas de repúdio ao longo desta semana, cobrando uma definição da organização e mais atenção à história da competição e às comunidades envolvidas.
Outras agremiações chegaram a ameaçar não participar do campeonato em 2026 caso não haja uma definição.
A competição reúne equipes das categorias principal e sub-20 e faz parte do calendário esportivo da cidade.
Procurada nessa quarta-feira, 12, a Secretaria de Esportes do Município não quis se manifestar sobre um possível adiamento do campeonato nem explicou por que a tabela de jogos ainda não foi divulgada aos clubes.