A Prefeitura de Franca repudiou uma “pegadinha” realizada por um grupo de jovens dentro da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Jardim Aeroporto. O caso aconteceu na noite de 5 de agosto e foi registrado na Polícia Civil pela Secretaria Municipal de Saúde.
Em um vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver os jovens chegando à unidade carregando uma pessoa nos braços, como se ela estivesse passando mal e precisasse de atendimento médico. Uma mulher é carregada para o interior da UPA - passando à frente dos demais pacientes que estavam no local. O vídeo que foi retirado do ar já contava com mais 264 mil vizualicações e dois mil comentários - a maioria criticando o grupo.
Segundo a Prefeitura, diante da situação apresentada, a equipe da UPA iniciou imediatamente os procedimentos previstos para casos de urgência. A jovem foi colocada em uma maca e recebeu os primeiros cuidados da equipe de enfermagem.
Enquanto o atendimento era realizado, uma das acompanhantes foi orientada a ir até a recepção para fazer o registro da suposta paciente. Nesse momento, de acordo com a Secretaria de Saúde, ela informou que não seria necessário preencher a ficha porque a situação fazia parte da gravação de uma “pegadinha”.
Ainda segundo a Prefeitura, a jovem que simulava o mal-estar começou a rir e confirmou que não apresentava nenhum problema de saúde. Os envolvidos foram advertidos pela equipe sobre a gravidade da conduta e deixaram a unidade antes que outras providências pudessem ser tomadas no local.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que registrou um boletim de ocorrência e que está reunindo relatórios dos profissionais que participaram do atendimento, além das imagens do sistema de segurança da unidade.
O caso está sendo conduzido pelo 4º Distrito Policial de Franca, responsável pela região onde fica a UPA do Aeroporto.
Em nota, a Secretaria de Saúde afirmou que esse tipo de comportamento mobiliza profissionais, ocupa a estrutura destinada ao atendimento e pode interferir no fluxo de pacientes que realmente precisam de assistência.
A Prefeitura também informou que a simulação deliberada de uma situação de urgência, com mobilização indevida de profissionais e utilização desnecessária da estrutura de saúde, pode caracterizar infração prevista na legislação. A eventual responsabilização caberá às autoridades após a apuração dos fatos.