10 de agosto de 2026
OPINIÃO

Em SP, segurança é prioridade em todas as regiões

Por Osvaldo Nico Gonçalves | Secretário da Segurança Pública de São Paulo
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/adepom.org.br
Osvaldo Nico Gonçalves é secretário da Segurança Pública de São Paulo.

São Paulo cabe no mapa como um estado, mas funciona na escala de um país. São 645 municípios, grandes metrópoles, cidades rurais, polos industriais, divisas estaduais e alguns dos principais corredores logísticos do Brasil. Garantir segurança para os 46 milhões de habitantes desse território – especialmente no interior e no litoral – exige planejamento, integração policial, inteligência, tecnologia e capacidade de agir em diferentes cenários antes que o crime se desloque.

Diariamente, a Secretaria da Segurança Pública atua sob as diretrizes do governador Tarcísio de Freitas para que o compromisso de combate incansável ao crime seja cumprido. Os dados preliminares do primeiro semestre de 2026 mostram avanços consistentes. No estado, os homicídios dolosos caíram 7,3%, os latrocínios recuaram 36,2%, os roubos em geral diminuíram 16,4%, os roubos de veículos, 35,1%, e os furtos de veículos, 10,6%, na comparação ao mesmo período de 2025. Cada percentual representa menos vítimas e prejuízos. Sabemos, porém, que não há espaço para acomodação quando o desafio é garantir a segurança de nossas famílias e nossos cidadãos.

Uma das novidades de maior impacto é o Muralha Paulista. O programa não é apenas uma rede de câmeras; é uma política de controle da mobilidade criminal, integrando imagens, sensores e bancos de dados antes fragmentados. A iniciativa já alcança 613 municípios em diferentes etapas de integração. Atualmente, o Muralha Paulista reúne 125,5 mil câmeras ou sensores, dos quais 100,1 mil permitem visualização em tempo real. Com auxílio dessas ferramentas, mais de 15 mil criminosos já foram presos ou capturados.

Essa integração é decisiva para um estado cortado por rodovias. O convênio com os sistemas rodoviários está integrando ao Muralha Paulista mais de 4 mil câmeras e sensores, além de 350 equipamentos de reconhecimento de placas. Isso fortalece a fiscalização dos corredores, identifica veículos roubados, acompanha rotas de fuga e dificulta a movimentação de quadrilhas entre municípios e até mesmo entre estados.

A mesma lógica orienta o programa SP Carga. A plataforma reúne indicadores de roubo, furto, receptação, apropriação indébita e estelionato para apoiar a prevenção e a gestão de risco. As transportadoras também podem consultar informações. Entre janeiro e junho de 2026, os registros acompanhados pelo sistema caíram 29,7% em relação ao mesmo período de 2025, totalizando 1.545 casos. Proteger a logística significa preservar empregos, reduzir custos e impedir que mercadorias roubadas alimentem o crime organizado.

O investimento precisa chegar à ponta. De 2023 a junho de 2026, o Governo de São Paulo entregou 3.926 viaturas, 23.253 armas, 57.345 coletes e concluiu 196 obras para as forças de segurança, somando mais de R$ 1,5 bilhão. Foram entregas para a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Técnico-Científica. No mesmo período, 16.279 novos policiais foram formados, enquanto concursos e cursos seguem em andamento.

A rede para proteção das mulheres também cresceu em todo o estado. São 144 Delegacias de Defesa da Mulher e 235 Salas DDM 24 horas, além da DDM Online. A Cabine Lilás já realizou 34,1 mil atendimentos, e o aplicativo SP Mulher Segura reúne 76,5 mil usuárias ativas e 19 mil acionamentos do botão do pânico. O monitoramento eletrônico acompanha agressores e já levou a 141 prisões por descumprimento de medidas protetivas. É uma rede de polícia, tecnologia, acolhimento e resposta rápida.

Nenhum desses resultados pertence a uma única instituição. Eles são fruto do trabalho coordenado das polícias, do Corpo de Bombeiros, da perícia, dos municípios, do Ministério Público, da Polícia Federal e do Judiciário. Desde 2023, foram 256 operações conjuntas com o Ministério Público e 295 com a Polícia Federal. Combater o crime organizado exige compartilhar inteligência para bloquear patrimônio do crime organizado e fechar rotas que alimentam a venda de drogas e a circulação ilegal de armas.

O tamanho e a importância de São Paulo impõem dificuldades únicas, mas também permitem que a segurança pública siga modelo baseado em escala, tecnologia e cooperação. O objetivo é fazer com que a mesma capacidade de proteção chegue à capital, ao interior, às rodovias e às divisas. O Governo do Estado atua diariamente para transformar investimento em presença policial, informação em ação e integração em segurança para nossas famílias. Nos quatro cantos de São Paulo, o combate ao crime é prioridade absoluta.