10 de agosto de 2026
ASSASSINATO

Após prisão, DIG pedirá preventiva de suspeito de matar Thainara

Por Ariane Jud | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Ariane Jud/GCN
Alberto Nunes Rodrigues Neto foi preso na manhã desta segunda-feira

Alberto Nunes Rodrigues Neto, de 26 anos, investigado pela morte de Thainara Aparecida Almeida dos Reis, de 22 anos, se apresentou na manhã desta segunda-feira, 10, na sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca. Ele compareceu acompanhado de dois advogados, após a Polícia Civil ter solicitado sua prisão temporária, que foi posteriormente decretada pela Justiça.

Segundo o delegado Márcio Murari, da DIG, as equipes policiais realizaram diligências em Franca e na região para localizar o investigado. Na última sexta-feira, um advogado havia informado à polícia que Adalberto pretendia se apresentar nesta segunda.

Após a apresentação, ele foi encaminhado para a Cadeia Pública de Franca, onde deverá passar por audiência de custódia. Depois do procedimento, o investigado deverá retornar à DIG para ser interrogado. "O importante é que agora já está preso o autor. Por 30 dias foi decretada a prisão temporária e, assim que nós terminarmos, vamos representar pela prisão preventiva", afirmou o delegado.

O crime causou grande repercussão em Franca pela violência e pela idade da vítima. Thainara tinha 22 anos e morreu no local. Já Jéssica Gomes dos Santos, de 26 anos, ex-mulher do agressor, sofreu ferimentos leves.

A Polícia Civil também investiga se outra pessoa teria auxiliado ou avisado Alberto sobre a presença de Thainara no apartamento. De acordo com o delegado, caso seja comprovada a participação de outra pessoa, ela poderá responder criminalmente na medida de sua participação.

Ainda segundo Murari, Alberto possui, a princípio, apenas um antecedente relacionado a crime de menor potencial ofensivo.

O delegado afirmou que, inicialmente, Adalberto teria manifestado a intenção de permanecer em silêncio durante o interrogatório.

“A princípio, ele disse que sim, que vai permanecer em silêncio. Mas vamos ver, no dia que a gente trouxer ele de volta, para ver se ainda mantém essa vontade de se reservar no dia e falar somente em juízo”, declarou.

A data do interrogatório ainda será definida pela DIG após a audiência de custódia. A previsão é que ele seja ouvido entre quarta e quinta-feira.

Ex-companheira já havia registrado ocorrência

O delegado também confirmou que já existia um boletim de ocorrência registrado pela ex-companheira de Alberto. Segundo ele, houve fatos anteriores envolvendo a entrada do investigado no apartamento e agressões, que foram apurados pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Franca.