07 de agosto de 2026
CASO MARIA ISABEL

'Tem mais uma', avisa DIG após prender mentora de sequestro

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Ariane jud/GCN
Noemi Vitória sendo conduzida por policiais para o interior da DIG de Franca

A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca prendeu, nesta quinta-feira, 6, Noemi Vitória de Sousa Rosa, apontada como a mentora do sequestro da família de Maria Isabel Oliveira Prado. A suspeita foi localizada em uma casa no Jardim Aeroporto III e, segundo a polícia, é considerada a principal articuladora do crime. Após a prisão, a delegacia informou que as investigações continuam e que há outros envolvidos sendo procurados.

A prisão ocorreu após cerca de um mês de monitoramento. De acordo com o delegado Gabriel Fernando, Noemi era acompanhada desde a operação que desmantelou o cativeiro e libertou a família. "A DIG estrategicamente entrou muito rápido. Na hora que ela viu a equipe já estava em cima dela. A DIG individualizou o imóvel, diligenciou e encontrou ela escondida no interior do imóvel", afirmou o delegado.

Investigações continuam

Com a captura de Noemi, sobe para três o número de mulheres presas na investigação. Antes dela, Larissa Jheniffer Melo de Paula e Kauany Eduarda Melo Cruz já haviam sido detidas no dia 31 de julho.

Segundo a DIG, ao todo, seis mulheres são apontadas como envolvidas no caso. O delegado afirmou que a operação continua e confirmou que novas diligências estão em andamento para localizar outros suspeitos.

"Tem mais uma que a gente está diligenciando para encontrá-la. Tem uma investigação em andamento e oportunamente a gente fala", disse Gabriel Fernando, responsável pela delegacia especializada ao lado de Márcio Murari.

Papel de Noemi e denúncias

De acordo com a investigação, Noemi teve papel central na organização do crime. A polícia apura que ela teria incentivado familiares a fazerem "justiça com as próprias mãos" na tentativa de descobrir o paradeiro de Rafael Vitor Silva de Sousa Rosa e Guilherme Henrique Melo da Cruz.

Os dois desapareceram após o assassinato de Milton de Souza do Prado, morto a mando da filha, Maria Isabel.

O delegado também destacou a importância das denúncias anônimas para o avanço das investigações. "A DIG contou com várias informações, incluindo denúncias anônimas. E a nossa atribuição é justamente filtrar essas informações e ver o que tem de aproveitável. Na maioria dos casos as informações que chegam ajudam bastante", completou.