Uma jovem de 22 anos denunciou o próprio pai por abuso sexual, perseguição e ameaças após deixar a casa onde morava com ele, em Franca. O caso foi registrado na Polícia Civil e também envolve uma amiga da vítima, que teria sido ameaçada pelo homem.
O primeiro episódio teria acontecido no final de maio, quando a mulher estava dormindo em seu quarto. Ela relatou que o pai entrou no cômodo, deitou-se em sua cama e passou a mão em seu corpo. A vítima acordou e questionou o comportamento do pai, que teria deixado o quarto em seguida.
Ainda conforme o relato, cerca de três dias depois, o homem teria pedido perdão à filha e, na sequência, perguntado se ela gostaria de manter relações sexuais com ele. A mulher afirmou ter ficado em choque com a situação.
Após o episódio, a vítima contou que passou a procurar outro lugar para morar. Segundo ela, o pai teria tentado impedir a mudança, afirmando que ela deveria permanecer com ele ou retornar para Nova Iguaçu (RJ).
No dia 27 de julho, a mulher deixou a residência do pai e passou a morar com uma amiga, que a acolheu. A partir de então, segundo o boletim, o homem teria iniciado uma série de ações para tentar localizar e pressionar a filha.
Ele teria procurado o gerente do supermercado onde as duas trabalham e afirmado que a filha havia fugido de casa influenciada pela amiga.
O homem foi até a residência da amiga e a convidou para conhecer um apartamento. Diante do receio de que a amiga saísse do imóvel, ela teria impedido que a vítima o acompanhasse. O homem, então, teria passado a xingá-la e feito ameaças, dizendo que iria “acabar com essa desgraça”.
A vítima também relatou à polícia que, em dezembro de 2025, quando decidiu se mudar do Rio de Janeiro para Franca para morar com o pai, sua mãe e sua avó materna tentaram impedir a mudança. Segundo ela, naquele momento, a mãe revelou que também teria sido vítima de abuso cometido pelo homem.
Diante dos relatos, a mulher e a amiga solicitaram medidas protetivas de urgência contra o investigado. A ocorrência foi registrada como caso de violência doméstica, e o procedimento foi encaminhado para apreciação do delegado responsável.
As denúncias ainda serão investigadas pela Polícia Civil.