03 de agosto de 2026
POLÊMICA

Vice de Franca diz ter sido 'enganado' ao tomar vacina da Covid

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Reprodução/Redes sociais
Everton de Paula em publicação nas redes sociais criticando a vacina

O vice-prefeito de Franca, Everton de Paula (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira, 3, em publicação nas redes sociais, que foi “enganado” e serviu como “cobaia de um experimento chinês” ao tomar a vacina contra a Covid-19. Na postagem, ele pediu desculpas por ter incentivado a vacinação durante a pandemia e criticou a campanha de imunização e a cobertura da imprensa sobre o tema.

Na publicação, Everton disse que, como homem público, buscou incentivar a população a se vacinar e seguir as recomendações sanitárias adotadas na época da pandemia.

“Como homem público, quis levar à população francana o exemplo: ‘Tome a vacina. Fique em casa’. A farsa só foi descoberta há quatro dias”, escreveu.

O vice-prefeito também responsabilizou a mídia, especialmente a Rede Globo, por aquilo que classificou como “propaganda enganosa”. Na postagem, ele aparece usando máscara e segurando o cartão de vacinação.

Debate nos Estados Unidos

A manifestação ocorre dias após uma sabatina do médico Anthony Fauci no Senado dos Estados Unidos. Na última quarta-feira, 29, o ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas foi questionado sobre a origem do coronavírus e o financiamento de pesquisas na China.

Durante a audiência, Fauci também foi questionado sobre a hipótese de vazamento do vírus de um laboratório em Wuhan e sobre medidas adotadas pelo governo americano durante a crise sanitária. O imunologista se recusou a responder a mais de cem perguntas.

Pedido de desculpas

Na publicação, Everton afirmou que se arrepende de ter incentivado a vacinação e pediu desculpas aos francanos.

“Peço desculpas pelo papel de idiota a que fui submetido, querendo dar o exemplo de que o vice-prefeito tomava a vanguarda de se vacinar”, declarou.

Ele também criticou o que chamou de “silêncio da mídia tradicional brasileira” em relação ao debate ocorrido nos Estados Unidos.

O debate reacendeu discussões sobre a pandemia de Covid-19, que causou mais de 7,1 milhões de mortes confirmadas em todo o mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).