28 de julho de 2026
CASO MARIA ISABEL

MP pede prisão de 6 mulheres por sequestro de família em Franca

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Reprodução
Noemi Vitória de Sousa Rosa, Larissa Jhenifer Melo, Kelly Cristina Queiroz Cardoso, Marcela Eduarda Melo de Paula, Ana Laura de Sousa Rosa Alves e Kauany Eduarda Melo Cruz

O MPSP (Ministério Público de São Paulo) denunciou à Justiça sete pessoas acusadas de participação no sequestro da família de Maria Isabel Oliveira Prado, em Franca, e pediu a prisão preventiva de seis mulheres investigadas no caso. A denúncia foi apresentada após a conclusão do inquérito da Polícia Civil e sustenta que as vítimas foram mantidas em cárcere privado sob ameaças, incluindo uma adolescente de 14 anos e uma recém-nascida de apenas 14 dias.

Segundo a denúncia, foram denunciados Noemi Vitória de Sousa Rosa, Kelly Cristina Queiroz, Ana Laura de Sousa Rosa Alves, Marcela Eduarda Melo de Paula, Larissa Jhenifer Melo de Paula, Kauany Eduarda Melo Cruz e Wellington Amorim da Silva, apontado como responsável por vigiar o cativeiro, pelo crime de sequestro e cárcere privado qualificado. Para o Ministério Público, há provas da materialidade e indícios suficientes de autoria para o prosseguimento da ação penal.

Pedido de prisão

Além da denúncia, o promotor Joaquim Rodrigues de Rezende Neto requereu a prisão preventiva das seis mulheres investigadas. O pedido se fundamenta na gravidade do crime, no risco à ordem pública, na necessidade de preservar a instrução criminal e no fato de as acusadas estarem em local incerto e não sabido.

O documento também aponta que parte das investigadas possui antecedentes criminais e destaca que uma das vítimas do caso continua desaparecida.

Motivação do crime

Conforme a denúncia, o grupo teria sequestrado Andresa de Oliveira, Maria Isabel Oliveira Prado, Maria Gabriela Oliveira Prado e a recém-nascida para tentar obter informações sobre o paradeiro de Rafael Vitor Silva de Sousa Rosa e Guilherme Henrique Melo da Cruz, desaparecidos após o homicídio de Milton de Souza do Prado.

Ainda segundo o Ministério Público, as vítimas foram submetidas a ameaças, interrogatórios e deslocamentos forçados, além de serem mantidas em um imóvel utilizado como cativeiro no Jardim Conceição Leite.

A denúncia relata que Maria Isabel foi retirada do cativeiro pelas investigadas e nunca mais foi vista. Já Andresa, Maria Gabriela e a bebê foram localizadas pela Polícia Civil no dia 7 de julho, em estado de abalo psicológico e em condições precárias de confinamento.

Parte das acusações foi arquivada

Na mesma manifestação, o Ministério Público pediu o arquivamento da investigação em relação aos crimes de associação criminosa, roubo, resistência e falsa identidade. O entendimento foi de que não havia elementos suficientes para sustentar essas acusações.

Dessa forma, a denúncia foi apresentada exclusivamente pelo crime de sequestro e cárcere privado qualificado.

Agora, caberá ao Judiciário decidir se recebe a denúncia e se acolhe o pedido de prisão preventiva formulado pelo Ministério Público. Até o momento, não há decisão da Justiça sobre os requerimentos.