Cerca de 80 mil imóveis ainda permanecem sem energia elétrica após o forte temporal que atingiu Ribeirão Preto. Em coletiva de imprensa realizada na manhã deste sábado, 25, a Prefeitura atualizou o balanço da operação de emergência, informou que o número de imóveis sem luz caiu de 40% para cerca de 20% em menos de 24 horas e afirmou que a prioridade é restabelecer o fornecimento para permitir a normalização dos demais serviços públicos.
Segundo o prefeito Ricardo Silva (PSD), a redução foi possível graças à força-tarefa envolvendo Prefeitura, CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz), Defesa Civil, Polícia Militar e Governo do Estado.
A administração municipal informou que equipes seguem mobilizadas na retirada de árvores e de outros obstáculos que impedem o acesso à rede elétrica, principalmente em vias estratégicas e nas proximidades de hospitais. A expectativa da CPFL é concluir o restabelecimento da energia ao longo deste sábado, desde que as condições de trabalho permaneçam favoráveis.
A falta de energia também afetou o sistema de abastecimento de água da cidade. No início da operação, 96 poços estavam sem funcionamento. Durante a coletiva, a Prefeitura informou que esse número caiu inicialmente para 35 e, posteriormente, para 28 poços desligados.
Para reduzir os impactos, a administração está providenciando a instalação de geradores nos poços ainda sem energia e conta com caminhões-pipa enviados pelo Governo do Estado.
O levantamento divulgado pela Prefeitura aponta que Ribeirão Preto tem 1.326 pessoas desalojadas e dez desabrigadas acolhidas em estruturas municipais.
Para atender as famílias atingidas, o município adquiriu telhas em caráter emergencial e recebeu milhares de unidades enviadas pelo Governo do Estado, além de cestas básicas, lonas e outros donativos.
A operação também conta com dezenas de bombeiros civis voluntários e centenas de moradores que participam da limpeza das áreas afetadas e da distribuição de ajuda humanitária.
Na área da saúde, a Prefeitura informou que todos os leitos públicos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) estão ocupados. Para ampliar a capacidade de atendimento, sete leitos particulares foram contratados emergencialmente. As UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), segundo a administração, seguem funcionando com tempo de espera entre cinco e dez minutos para o primeiro atendimento.
Durante a madrugada, o Corpo de Bombeiros registrou cinco incêndios em residências provocados pelo uso de velas durante a falta de energia. Não houve feridos. A Polícia Militar também prendeu seis pessoas suspeitas de furtar uma loja aproveitando o apagão.
A Defesa Civil do Estado informou que a previsão é de continuidade das chuvas entre este sábado e domingo, com intensidade fraca a moderada, e descartou, neste momento, a possibilidade de uma nova tempestade semelhante à que atingiu Ribeirão Preto. O órgão também orientou a população a não compartilhar informações falsas sobre as condições climáticas.
Ainda neste sábado, Ribeirão Preto deve receber a visita do vice-presidente Geraldo Alckmin. Segundo a Prefeitura, o vice-governador Felício Ramuth (MDB) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) também acompanham as ações de resposta à emergência.