23 de julho de 2026
TECNOLOGIA

Anatel libera radiofrequência direta com celular, como Starlink


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A Anatel aprovou a destinação de radiofrequência para a comunicação direta entre satélites e smartphones (tecnologia Direct-to-Device ou D2D). Isso permite que celulares compatíveis se conectem a satélites em órbita baixa sem a necessidade de antenas externas. No entanto, a liberação pela agência criou apenas a base regulatória.

O serviço comercial ainda não está funcionando no Brasil. A operação exige ajustes técnicos, aprovação de licenças e parcerias da Starlink com operadoras de telefonia brasileiras.

A operadora Vivo, por exemplo, já está negociando e realizando testes com a tecnologia da SpaceX. Ainda não há uma data oficial para a chegada do serviço aos consumidores. Quando lançado, funcionará como um complemento à rede terrestre tradicional, ideal para áreas remotas e emergências.

Para que o brasileiro possa usar o recurso no futuro, será necessário ter um smartphone compatível com as bandas de frequência operadas pelos satélites e aguardar o lançamento comercial do serviço no Brasil. 

A decisão representa um passo importante para a futura implantação do serviço Direct to Cell, tecnologia que promete conectar celulares diretamente aos satélites em locais sem cobertura das operadoras tradicionais.

Como funciona

Na prática, a novidade poderá transformar a comunicação em áreas rurais, estradas, regiões de mata, praias isoladas e outros locais onde atualmente o sinal de celular é inexistente.

O sistema foi desenvolvido para que smartphones compatíveis se conectem automaticamente aos satélites quando estiverem fora da área de cobertura das antenas terrestres.

A implantação deve ocorrer em etapas: SMS; compartilhamento de localização; comunicações de emergência; chamadas de voz; acesso à internet móvel.

Vai funcionar em qualquer celular?

Ainda não. Embora a tecnologia tenha sido criada para operar com celulares 4G LTE compatíveis, a disponibilidade dependerá do suporte dos fabricantes, das operadoras brasileiras e da ativação comercial do serviço. Diversos modelos mais recentes de Apple, Samsung, Motorola e outras fabricantes têm potencial para receber a funcionalidade.

Serviço ainda depende de acordos

Apesar da autorização da Anatel representar um avanço importante, o Direct to Cell ainda depende da formalização de acordos com operadoras brasileiras e da definição do cronograma comercial para o início da oferta aos consumidores.

Quando disponível, especialistas avaliam que a tecnologia poderá reduzir significativamente os chamados 'pontos cegos' da telefonia móvel no país, ampliando a segurança de motoristas, produtores rurais, turistas, equipes de resgate e moradores de regiões remotas. A expectativa é que a comunicação via satélite deixe de ser um recurso exclusivo de equipamentos específicos e passe a integrar, gradualmente, o cotidiano dos smartphones compatíveis.