A Justiça de Franca decretou a prisão preventiva de Victor Faciroli Julio, de 23 anos, acusado de matar o entregador Diego Pereira de Almeida, de 20 anos, em março deste ano, no Residencial Palermo, na região oeste da cidade. Como ele não foi localizado para o cumprimento da ordem judicial, passou a ser considerado foragido.
A decisão atende a um pedido da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), que informou à Justiça que o acusado teria passado a ameaçar familiares da vítima durante o andamento da ação penal.
Segundo o delegado Márcio Murari, responsável pela investigação, a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública, preservar a instrução criminal e evitar possíveis interferências na produção de provas.
O pedido recebeu parecer favorável do Ministério Público e foi acolhido pelo Judiciário, que determinou a expedição do mandado de prisão.
Victor responde ao processo por homicídio duplamente qualificado.
O homicídio aconteceu no dia 5 de março, quando Diego Pereira de Almeida retornava para casa após mais um dia de trabalho como entregador.
De acordo com a investigação, o jovem estava na garagem da residência, no Residencial Palermo, quando foi surpreendido pelo atirador e atingido por disparos de arma de fogo.
A vítima chegou a ser socorrida, passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
Dias depois do crime, Victor se apresentou espontaneamente à DIG, acompanhado de um advogado, e confessou a autoria dos disparos.
Durante o interrogatório, Victor afirmou ter decidido matar Diego após descobrir uma suposta traição de sua companheira com a vítima.
Segundo o delegado Márcio Murari, o investigado relatou ter encontrado mensagens trocadas entre os dois e descoberto que eles mantinham um relacionamento desde novembro de 2025.
Ainda conforme a versão apresentada à Polícia Civil, ele teria comprado uma pistola calibre .380 por R$ 10 mil em um ponto de tráfico após tomar conhecimento da situação.
Victor declarou que não tinha convivência com Diego, embora soubesse quem ele era por frequentarem ambientes em comum.
De acordo com a investigação, o acusado afirmou ter pegado emprestada a motocicleta de um amigo, retirado a placa para dificultar a identificação e seguido até a residência do entregador, onde efetuou três disparos.
Após o crime, fugiu para uma chácara em Ituverava.
Na ocasião, o delegado afirmou que Victor admitiu ter agido com intenção de matar.
"Ele deixou claro que naquele momento foi na intenção de matar. Não era dar um susto", disse Murari após a confissão.
Com a conclusão do inquérito, o Ministério Público denunciou Victor por homicídio qualificado.
No decorrer da ação penal, porém, a Polícia Civil informou à Justiça que o acusado teria passado a ameaçar familiares de Diego.
A nova circunstância motivou o pedido de prisão preventiva, que foi aceito pela Justiça.
Até a publicação desta reportagem, Victor Faciroli Julio não havia sido localizado pelas autoridades e permanece foragido.
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