17 de julho de 2026
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Cuidadora é investigada por suspeita de furtos em casa de repouso

Por Ariane Jud | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Reprodução/Câmera de segurança
Cuidadora saindo do quarto de um paciente, suspeita de pegar um celular dentro do guarda-roupa

Uma cuidadora de 38 anos é investigada pela Polícia Civil de Franca por suspeita de envolvimento em furtos em uma casa de repouso no bairro São Vicente. O caso foi registrado nesta sexta-feira, 17, após o responsável pela instituição, um enfermeiro de 45 anos, procurar a CPJ (Central de Polícia Judiciária) para denunciar o desaparecimento de dinheiro e diversos objetos pertencentes a funcionários e idosos.

Segundo o boletim de ocorrência, funcionários passaram a reclamar do desaparecimento de valores em dinheiro guardados em bolsas. A direção da instituição também constatou o sumiço de roupas de idosos, cobertas, lençóis, uma máquina de barbear e um celular pertencente a uma residente.

“O primeiro caso que chamou nossa atenção foi o desaparecimento do celular de uma idosa. Depois que verificamos as imagens das câmeras, passamos a identificar outros possíveis furtos dentro da instituição”, afirmou o enfermeiro responsável pela casa de repouso.

Imagens embasaram a denúncia

De acordo com o relato prestado à polícia, imagens do circuito interno de segurança mostram a cuidadora entrando no quarto de uma idosa, abrindo o guarda-roupa e pegando o celular. Conforme o responsável pela instituição, o aparelho havia sido guardado no local pouco antes e apenas a cuidadora teria conhecimento de onde ele estava.

O enfermeiro destacou ainda que a mulher não era contratada diretamente pela casa de repouso, mas prestava serviços por meio de uma empresa terceirizada responsável pelo fornecimento de cuidadores.

Segundo o registro policial, no dia 6 de julho, a cuidadora foi chamada para uma conversa e teve acesso às imagens. Conforme o enfermeiro, ela afirmou que havia entrado no quarto apenas para guardar alguns objetos, mas não apresentou explicações para o desaparecimento do celular.

Funcionária não retornou ao trabalho

Após a reunião, a cuidadora não teria retornado ao trabalho. Na quinta-feira, 16, ela entrou em contato com o responsável pela instituição para solicitar o acerto trabalhista, realizado no sindicato da categoria, com acompanhamento da contadora da empresa.

Ainda de acordo com o enfermeiro, depois de deixar a função, a cuidadora passou a procurar familiares de pacientes atendidos pela instituição.

“Depois que deixou de trabalhar aqui, ela passou a ligar para familiares dos nossos pacientes fazendo acusações e difamando a clínica”, declarou.

A reportagem não conseguiu localizar a defesa ou manifestação da cuidadora até a publicação desta matéria.

As imagens do circuito de segurança foram encaminhadas à Polícia Civil, mas não puderam ser abertas inicialmente devido a um problema no sistema da delegacia. O responsável informou que fará uma nova entrega dos arquivos ao setor de investigação.

A Polícia Civil apura o caso e irá verificar a eventual participação da suspeita nos demais desaparecimentos relatados pela instituição.