03 de julho de 2026
DEPOIMENTO

Motorista diz ter tido crise de diabetes e não lembrar de batida

da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Motociclista foi arremessado ao solo após colisão com perua em cruzamento

O motorista de uma Volkswagen Kombi, de 78 anos, investigado por deixar o local de um acidente que causou ferimentos graves a um motociclista em Patrocínio Paulista, afirmou à Polícia Civil que sofreu uma crise de diabetes no momento da colisão e, por isso, não se lembra do que aconteceu.

O depoimento foi prestado na tarde dessa quinta-feira, 2. A vítima permanece internada com uma fratura no fêmur, mas não corre risco de morte.

O acidente ocorreu no último sábado, 27, na avenida Marina Maria Chaves Barcelos. Segundo as investigações, o motorista, que trabalha no transporte de equipes para a colheita de café, atingiu o motociclista e deixou o local sem prestar socorro.

Investigado diz que parou e voltou a dirigir

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Eduardo Lopes Bonfim, o investigado relatou que não se recorda da colisão em razão da suposta crise de diabetes.

Ainda segundo o depoimento, ele afirmou que chegou a parar a Kombi logo após a batida, mas voltou a dirigir e foi embora.

A Polícia Civil informou também que o motorista disse ter seguido para casa e acionado sua advogada. Posteriormente, a defensora teria procurado os familiares da vítima.

Inquérito apura três crimes

Em razão da gravidade dos ferimentos sofridos pelo motociclista, a Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o caso.

Inicialmente, o motorista responderá por lesão corporal no trânsito, fuga do local do acidente e omissão de socorro.

A investigação segue em andamento e deverá esclarecer as circunstâncias da colisão e a conduta do motorista após o acidente.

Vítima segue hospitalizada

O motociclista continua internado para tratamento da fratura no fêmur.

Segundo a polícia, o estado de saúde é estável e não há risco de morte.

Errata

Diferentemente do que havia sido informado anteriormente, o motorista não foi ouvido pela Polícia Civil na quarta-feira, 1º. Apenas a advogada dele compareceu à delegacia naquela data. O depoimento do investigado ocorreu somente na quinta-feira, 2.