O Hospital Estadual "Dom Diógenes Matthes", em Franca, começou a receber, nesta semana, os primeiros pacientes na nova UTI adulta. Desde o início da operação dos dez leitos de terapia intensiva, duas pacientes de Franca foram internadas — uma com insuficiência cardíaca e outra com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Nesta quinta-feira, mais um paciente teve a vaga aceita na unidade.
Segundo o diretor do DRS VIII, Ricardo Bessa, a implantação da UTI ocorre de forma gradual para garantir segurança aos pacientes e qualidade na assistência prestada.
Ainda de acordo com o diretor, cerca de 26 pacientes aguardavam por vagas na região no momento da abertura dos novos leitos. O número, segundo ele, é inferior ao registrado em meses anteriores, quando a fila variava entre 55 e 60 pessoas.
Bessa destacou que Franca é referência em saúde para 22 municípios e atende uma população estimada em aproximadamente 683 mil habitantes. Para ele, a ampliação da estrutura hospitalar representa um importante reforço para a rede regional de atendimento.
Antes da abertura da nova unidade, a estrutura disponível contava com 50 leitos de UTI adulto e 25 leitos de UTI infantil na Santa Casa, além da estrutura do Hospital do Coração.
O Hospital Estadual iniciou as atividades com dez leitos de UTI e a previsão é ampliar a capacidade futuramente para 40 vagas, distribuídas entre 20 leitos para adultos, dez infantis e dez cardiológicos.
A nova unidade iniciou, nessa quarta-feira, 1º, o funcionamento da UTI adulta com dez leitos de terapia intensiva. Nesta primeira fase, o hospital contará com 105 leitos de internação, dez leitos de recuperação anestésica e dez leitos de UTI adulta, totalizando 115 leitos em operação.
A estrutura atende pacientes nas áreas de clínica médica, pediatria, psiquiatria adulta e infantojuvenil, além do Hospital Dia, destinado à realização de cirurgias e exames.
Desde o início do funcionamento, em 4 de maio, o hospital vem ampliando gradualmente a assistência ambulatorial. Até 12 de junho, havia realizado cerca de 150 atendimentos de novos pacientes, com previsão de alcançar 700 consultas ainda em junho e cerca de 2 mil atendimentos mensais nos meses seguintes.
Também está prevista a ampliação das especialidades médicas, incluindo pneumologia, clínica geral, proctologia e urologia, além da oferta de exames como ultrassom e eletrocardiograma.
O cronograma prevê ainda o início das atividades do centro cirúrgico, com três salas cirúrgicas e duas destinadas a procedimentos endoscópicos, além da implantação dos serviços de biópsia de próstata e tireoide e de uma estação para endoscopia digestiva e colonoscopia.
Ricardo Bessa também esclareceu que o acesso aos leitos hospitalares ocorre exclusivamente por critérios médicos.
Segundo ele, a regulação considera a gravidade clínica, o risco de morte e outras situações de urgência. O diretor afirmou que não existe prioridade política para obtenção de vagas e que todos os encaminhamentos seguem protocolos técnicos definidos pelo sistema de saúde.