02 de julho de 2026
JUSTIÇA

Ciúmes, fuga e 30 facadas: homem vai a júri por crime em curtume

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Redes Sociais
Josias Pedro, vítima de 28 anos, e Paulo Roberto da Silva, de 38 anos, acusado de matar o próprio amigo a facadas

Um caso marcado por violência extrema, ciúmes e fuga da cena do crime vai agora para decisão popular. A Justiça determinou que o homem acusado de matar o próprio colega de trabalho a facadas dentro de um curtume em Patrocínio Paulista, a 20 km de Franca, seja julgado pelo Tribunal do Júri.

A decisão foi assinada no último dia 22 pelo juiz Daniel Diego Carrijo, que pronunciou Paulo Roberto da Silva, de 38 anos, por homicídio qualificado. O magistrado também manteve a prisão preventiva do réu, negando o pedido para que ele aguardasse o julgamento em liberdade. A data do júri ainda será definida.

O processo envolve as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima - elementos que agravam a acusação e colocam o caso entre os mais graves da legislação penal.

O dia em que o trabalho virou cena de crime

O homicídio ocorreu na manhã de 14 de janeiro, dentro de um curtume no Distrito Industrial de Patrocínio Paulista. A vítima, Josias Pedro, de 20 anos, havia deixado Alagoas em busca de uma nova vida no interior paulista e trabalhava na empresa desde julho de 2024.

Segundo as investigações da Polícia Civil, o acusado - também funcionário do curtume, mas que estava de férias - foi até o local com um objetivo específico: encontrar Josias.

A motivação apontada é ciúmes. Ele teria descoberto que a ex-companheira estava se relacionando com a vítima.

O que aconteceu dentro da empresa, porém, chocou até investigadores: Josias foi atingido por mais de 30 golpes de faca em diferentes partes do corpo, como tórax, abdômen, costas e pescoço. Mesmo ferido, ainda tentou se defender - marcas nos braços indicam a tentativa de reação.

Fuga e desfecho judicial

Após o crime, o suspeito fugiu e ficou foragido por um dia. Ele se apresentou à polícia em 15 de janeiro e passou a responder preso desde então.

Com a decisão de pronúncia, o caso agora segue para o Tribunal do Júri, onde os sete jurados vão decidir o destino do acusado: condenação ou absolvição.

O julgamento ainda não tem data marcada.

Leia mais:
Polícia busca suspeito de matar colega em Patrocínio Paulista