18 de junho de 2026
DISCUSSÃO IDEOLÓGICA

Presidente da Câmara promete cortar debates fora de pauta

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Divulgação/Câmara Municipal de Franca
Presidente da Câmara Municipal de Franca, Fransérgio Garcia, durante a sessão ordinária da última terça-feira

O presidente da Câmara Municipal de Franca, Fransérgio Garcia (PL), anunciou durante a sessão da última terça-feira, 16, que passará a interromper vereadores que fugirem do tema em debate durante as discussões em plenário. A decisão foi motivada pelo prolongamento de uma votação que, segundo ele, foi marcada por apartes e provocações políticas, estendendo-se por mais de uma hora.

Durante o pronunciamento, Fransérgio afirmou estar insatisfeito com o rumo dos debates na Casa e citou o Regimento Interno para justificar uma condução mais rígida das sessões.

“Estou com vergonha do que tem acontecido na Câmara Municipal recentemente. A gente cobra de quem vem falar na tribuna, de quem se inscreve, e de acordo com o Regimento Interno, quem fugir do tema tem que ser interrompido pelo presidente”, declarou.

Mudança na condução das sessões

Segundo o presidente, as discussões têm se afastado dos assuntos em pauta e se transformado em disputas ideológicas entre parlamentares.

“Quando a gente vai discutir a moção ou o projeto, nós temos que discutir a moção e o projeto. Agora isso aqui virou um ping-pong político dentro da Câmara. Nós vamos parar com isso, seja de direita, de esquerda, de centro”, afirmou.

Fransérgio disse que a medida será aplicada com base no artigo 171 do Regimento Interno, que determina que os debates sejam restritos à matéria em análise.

“Proposição é tudo que nós discutimos aqui. Projetos na ordem do dia, antes da deliberação. Então vou pedir encarecidamente, me incluindo junto com vossas excelências: nós vamos discutir as moções e os projetos em cima do tema”, completou.

Incômodo com discussões prolongadas

Em entrevista à reportagem, o presidente voltou a criticar o que considera excesso de discussões políticas durante as votações.

“Imagina uma moção, a gente ficou uma hora e vinte minutos. A tribuna livre já existe. O vereador tem dez minutos pra falar o que quiser. Aí pode meter o pau no Lula, meter o pau no Bolsonaro. Agora toda sessão ficam nesse ping-pong. Que coisa chata”, disse.

O episódio que motivou a manifestação ocorreu durante a análise de uma moção de repúdio a uma fala do presidente Lula sobre a Polícia Civil. A proposta foi aprovada por 12 votos favoráveis e dois contrários.