A Polícia Civil de Franca aguarda a conclusão de laudos periciais para finalizar o inquérito que apura a morte do cabeleireiro Mikael Santos Lima, de 29 anos. Nesta terça-feira, 16, o delegado Márcio Murari revelou um novo detalhe da investigação: todas as pontas dos dedos da vítima foram cortadas pelo autor do crime, possivelmente na tentativa de dificultar sua identificação.
Segundo o delegado, a informação foi repassada preliminarmente pelo médico legista e deverá ser confirmada nos laudos que ainda estão em elaboração.
“O autor cortou todas as pontas dos dedos da vítima, provavelmente para dificultar a identificação”, afirmou Murari durante entrevista.
Entre os documentos que ainda serão incorporados ao inquérito estão o laudo necroscópico, responsável por apontar oficialmente a causa da morte, além dos exames periciais realizados no local onde o corpo foi encontrado e no veículo relacionado à investigação.
Embora existam informações preliminares indicando que Mikael teria sido atingido por cinco disparos de arma de fogo, a confirmação técnica dependerá da conclusão dos exames oficiais.
De acordo com a Polícia Civil, os laudos serão fundamentais para consolidar as provas e permitir o encerramento da investigação.
Mais cedo, Murari também comentou sobre novas imagens obtidas pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca. Os registros mostram que Thalys Rafael Veiga, apontado pela Polícia Civil como principal suspeito do crime, comprou grama em uma empresa de paisagismo e jardinagem no mesmo dia em que Mikael desapareceu, em 27 de maio.
A informação chamou a atenção dos investigadores porque o corpo da vítima foi encontrado dias depois coberto por grama.
Segundo a polícia, as imagens passam a integrar o conjunto de provas reunidas ao longo da investigação e reforçam as suspeitas já existentes contra o investigado.
Após a conclusão dos laudos periciais e das diligências em andamento, o inquérito policial será encaminhado ao Poder Judiciário.
A expectativa da Polícia Civil é que o principal suspeito permaneça preso e responda judicialmente pelo crime.
O caso segue sob investigação da DIG de Franca.