Uma mudança no depoimento do advogado que denunciou ter sido agredido durante uma festa em Franca provocou uma reviravolta na investigação da Polícia Civil. Após prestar uma nova versão dos fatos na manhã desta segunda-feira (15), a vítima levou à revogação das prisões preventivas de Ronny Hernandes Alves dos Santos e Leonardo Carrijo Machado.
Os dois investigados compareceram à DIG (Delegacia de Investigações Gerais) acompanhados da advogada de defesa após a decisão.
Inicialmente, o advogado havia informado à polícia que foi agredido por quatro homens e que seu veículo teria sido levado pelo grupo após o episódio. O relato serviu de base para a expedição dos mandados de prisão.
No novo depoimento, a vítima afirmou que apenas Matheus Carrijo Machado participou das agressões.
Segundo a nova versão apresentada à Polícia Civil, Ronny Hernandes Alves dos Santos, Leonardo Carrijo Machado e Caio Faleiros Perez não tiveram participação direta no ataque.
O advogado também alterou a explicação sobre a entrega do veículo. De acordo com o relato mais recente, o automóvel teria sido repassado voluntariamente a Matheus como forma de quitar uma dívida existente entre ambos.
A mudança levou a uma reavaliação do inquérito. Conforme a defesa, o delegado Gabriel Fernando Tomaz Silva solicitou a revogação das prisões de Ronny e Leonardo após tomar conhecimento das novas declarações.
Com isso, permanecem válidas, até o momento, as ordens de prisão contra Matheus Carrijo Machado e Caio Faleiros Perez.
A advogada Helena Diniz, que representa os investigados, afirmou que pretende apresentar novos elementos para pedir a revogação das prisões remanescentes.
Segundo ela, o próprio depoimento da vítima afastaria a participação de Caio Faleiros Perez nos fatos investigados.
"Agora eu tenho outras provas para apresentar para tentar uma revogação da prisão do Caio e do Matheus. Realmente eu não sei explicar por que o Caio ainda está preso, já que no depoimento ele também foi citado como não participante dos fatos", afirmou.
A defesa sustenta ainda que o caso não configura roubo e que apresentará elementos para contestar a acusação durante o andamento do processo.
Além da mudança no depoimento, a defesa apresentou uma informação que poderá abrir uma nova frente de apuração.
Segundo os advogados, durante as investigações da Operação Castelo de Areia, o advogado teria ficado responsável por três veículos pertencentes a um investigado por agiotagem. Um dos automóveis foi localizado posteriormente, mas outros dois ainda não foram recuperados.
A suspeita levantada pela defesa é de que esses veículos possam ter sido vendidos. A circunstância deverá ser analisada pelas autoridades no decorrer das investigações.
A Polícia Civil informou que continua avaliando os novos elementos apresentados ao inquérito para definir os próximos passos da apuração.