10 de julho de 2026
DIVERSIDADE

Do Haiti ao Egito: região tem alunos de seis países da Copa

Por Leonardo de Oliveira | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Reprodução/Secretaria de Educação do Estado de São Paulo
Garotada jogando bola: Franca lidera na região com nascidos em países da Copa

Enquanto a Copa do Mundo de 2026 mobiliza torcedores ao redor do planeta, parte desse cenário internacional já está presente nas salas de aula da região de Franca. Dados da Seduc-SP (Secretaria da Educação do Estado de São Paulo) apontam que escolas estaduais da região reúnem estudantes nascidos em seis países - além do próprio Brasil - que estarão representados no Mundial disputado no Canadá, Estados Unidos e México.

Ao todo, são 12 alunos migrantes internacionais distribuídos em cinco municípios da região, com origens na Argentina, Colômbia, Egito, Equador, Haiti e Japão.

Franca concentra o maior número desses estudantes. São sete alunos nascidos em países classificados para a Copa: quatro da Colômbia, dois do Equador e um do Haiti. Ribeirão Corrente tem um estudante argentino; Itirapuã, um japonês; Nuporanga, um egípcio; e São Joaquim da Barra, dois estudantes nascidos no Japão.

Os dados se referem aos municípios e não necessariamente indicam que os estudantes estejam matriculados nas mesmas escolas.

Intercâmbio cultural nas escolas

A presença dessas nacionalidades na rede estadual acompanha um movimento observado em todo o Estado de São Paulo. Entre os 48 países classificados para a Copa do Mundo de 2026, a rede estadual paulista reúne 5.366 estudantes nascidos em 43 deles, incluindo o Brasil.

Segundo a Seduc-SP, apenas cinco seleções participantes do Mundial não têm estudantes matriculados na rede estadual paulista: Curaçao, Noruega, Uzbequistão, República Tcheca e Suécia.

Entre os países que estarão no caminho da Seleção Brasileira na fase inicial da competição, o Haiti aparece com destaque, com 2.465 estudantes matriculados na rede estadual paulista. Também há 76 estudantes nascidos no Marrocos.

Português para acolher estudantes migrantes

Para ampliar a integração desses alunos, a Secretaria da Educação passou a disponibilizar neste mês um curso de língua portuguesa voltado a estudantes migrantes internacionais.

A formação será oferecida pela plataforma SPeak, já utilizada por mais de 1,5 milhão de estudantes da rede estadual, do 7º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio, para estudos complementares de inglês.

De acordo com a pasta, cerca de 13 mil estudantes nascidos fora do Brasil terão acesso automático ao novo curso. Para iniciar as aulas, basta alterar o idioma dentro do perfil na plataforma. O conteúdo de inglês continuará disponível normalmente.

O acesso é feito pelo aplicativo Sala do Futuro. Professores coordenadores da área de Linguagens das 91 Unidades Regionais de Ensino receberam orientações para apoiar as escolas que atendem estudantes migrantes.

Mais do que uma curiosidade em ano de Copa do Mundo, os números revelam como diferentes culturas, idiomas e trajetórias já fazem parte do cotidiano das escolas paulistas, compartilhando os mesmos espaços de aprendizagem.