12 de junho de 2026
FEMINICÍDIO

DIG descarta suicídio no Esqueleto e indicia 'Ninguém' por morte

Por Hevertom Talles | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
WhatsApp/GCN
Ederson Gonçalves Mendes, conhecido como 'Ninguém', foi indiciado pela morte de Fernanda de Paula Galinto, encontrada morta no prédio 'Esqueleto', em Franca

A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca concluiu o inquérito que apurava a morte de Fernanda de Paula Galinto, de 38 anos, encontrada sem vida no prédio abandonado conhecido como "Esqueleto", no Parque dos Lima, em 18 de janeiro deste ano. A Polícia Civil concluiu que a vítima foi assassinada e indiciou Ederson Gonçalves Mendes, conhecido como "Ninguém", pelo crime de feminicídio.

Com a finalização das investigações, o relatório foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que agora analisará o caso e decidirá sobre o oferecimento da denúncia criminal.

Segundo o delegado Márcio Murari, responsável pela investigação, as hipóteses inicialmente levantadas de suicídio ou de que a vítima teria sido jogada do edifício foram descartadas após a conclusão dos laudos periciais.

Laudo apontou agressões

De acordo com o laudo necroscópico, Fernanda apresentava um ferimento grave na cabeça e escoriações superficiais pelo corpo. Conforme a perícia, as lesões identificadas são incompatíveis com uma queda de grande altura.

Os elementos técnicos levantados durante a investigação levaram a Polícia Civil à conclusão de que a vítima foi agredida antes de morrer.

Suspeito foi preso e interrogado

Durante as apurações, os investigadores identificaram Ederson Gonçalves Mendes como principal suspeito do crime. A Justiça decretou sua prisão temporária após a apresentação de indícios considerados consistentes pela DIG.

O investigado foi localizado e preso no mês passado em Patrocínio Paulista, onde foi interrogado duas vezes pelos policiais responsáveis pelo caso.

Embora tenha negado participação na morte de Fernanda, a Polícia Civil afirma ter reunido provas técnicas e testemunhais que apontam para seu envolvimento direto no crime.

Segundo o delegado Márcio Murari, o próprio investigado admitiu que esteve com Fernanda na manhã do dia em que ela morreu e que retornou ao local algum tempo depois, quando a vítima já estava morta.

Pedido de prisão preventiva

Com a conclusão do inquérito, a DIG solicitou à Justiça a conversão da prisão temporária em prisão preventiva para que o suspeito permaneça detido durante a tramitação do processo.

O caso segue agora sob análise do Ministério Público, responsável por decidir se apresentará denúncia formal à Justiça com base nas provas reunidas pela Polícia Civil.