A conquista do pentacampeonato do NBB pelo Franca Basquete contra o Pinheiros por 85 a 76, neste domingo, 7, teve um protagonista além dos jogadores em quadra: a torcida. Com 4.045 pessoas no "Pedrocão", em Franca, o ginásio viveu uma de suas noites mais intensas dos últimos anos, transformando a decisão contra o Pinheiros em um espetáculo de apoio, pressão e emoção que começou antes mesmo do início da partida e só terminou após a entrega do troféu.
Muito antes da bola subir, o ambiente já indicava que a tarde seria especial. Aos poucos, as arquibancadas foram sendo tomadas por torcedores vestidos com as cores do Franca, enquanto bandeiras, cantos e gritos ecoavam pelo ginásio.
Nos arredores do ginásio, a multidão já cantava e provocava os jogadores rivais. Durante o aquecimento das equipes, a torcida participava ativamente da decisão. Cada movimentação dos jogadores francanos era recebida com aplausos, enquanto a equipe adversária encontrava um ambiente hostil e barulhento. Principalmente o técnico do Pinheiros, Gustavo de Conti, que desde que pisou em quadra foi vaiado.
O clima de final tomou conta do "Pedrocão" desde os primeiros minutos, criando uma atmosfera de pressão constante sobre o Pinheiros.
Ao longo da partida, o técnico do Pinheiros tornou-se um dos principais alvos das arquibancadas. A cada reclamação ou reação à arbitragem, o treinador recebia manifestações da torcida, que não deu trégua durante os 40 minutos.
O episódio mais marcante aconteceu no segundo período, quando uma marcação gerou indignação do comandante da equipe paulistana. Com as mãos na cabeça durante praticamente todo o pedido de tempo, ele permaneceu olhando para os árbitros enquanto o ginásio reagia de forma intensa à cena.
A cada lance decisivo, erro do adversário ou cesta francana, o volume sonoro aumentava. O "Pedrocão" parecia acompanhar cada posse de bola como se estivesse dentro da quadra.
Se nos primeiros períodos o ambiente era de incentivo constante, nos minutos finais a tensão tomou conta do ginásio.
Com o placar apertado e a decisão em aberto, a torcida viveu cada ataque e cada defesa de pé. O silêncio momentâneo após erros era rapidamente substituído por explosões de entusiasmo quando o Franca conseguia pontuar.
A cesta de três pontos de David Jackson, que encaminhou a vitória francana, provocou uma das maiores explosões da noite. Torcedores se abraçaram, gritaram e comemoraram como se o título já estivesse confirmado.
Quando o relógio passou a ser o principal adversário do Pinheiros, o clima de expectativa deu lugar à certeza de que o troféu permaneceria em Franca.
Com o apito final, o "Pedrocão" se transformou em um palco de celebração. Jogadores correram para o centro da quadra, membros da comissão técnica se abraçaram e os torcedores permaneceram nas arquibancadas acompanhando cada instante da comemoração.
O ala armador Nacho Laterza foi às lágrimas antes mesmo de acabar o jogo. Juntamente com Lucas Dias, ficaram durante alguns minutos abraçados e visivelmente emocionados.
Em meio à festa pelo pentacampeonato, um coro ganhou força e tomou conta do ginásio. Em uníssono, milhares de torcedores passaram a gritar "Fica, Lucas Dias", em uma demonstração de carinho ao ídolo francano.
Mesmo após o encerramento da partida, poucos tinham pressa para deixar o local. A conquista foi celebrada como um momento histórico, com o público prolongando a festa e transformando o "Pedrocão" em cenário de uma das noites mais marcantes da história recente do basquete de Franca.
Mais do que uma final, o ginásio viveu uma noite de comunhão entre time e torcida. E, quando a sirene soou pela última vez, ficou a sensação de que o pentacampeonato havia sido construído dentro da quadra, mas impulsionado por um Pedrocão que jogou junto do primeiro ao último segundo.
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