07 de junho de 2026
INSTITUCIONAL

Crescer junto: a liderança de Claudinei no Big Compra


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GCN
Claudinei Souza, fundador da Rede Big Compra

Existe um tipo de ambição que se mede em faturamento — e outro que se mede em quantas vidas ela é capaz de mudar pelo caminho. Claudinei Souza, à frente do Big Compra, faz questão de se colocar no segundo grupo. A rede já fatura acima de meio bilhão de reais e mira R$ 1 bilhão nos próximos três a quatro anos, mas o empresário recusa enxergar esse número como um troféu pessoal. "Eu não quero chegar a esse faturamento só por ego ou por vaidade", afirmou entrevista no Podcast Arena GCN, uma iniciativa nova do Portal GCN, comandada pelo jornalista Corrêa Neves Jr. "As pessoas que estão comigo precisam crescer também, precisam mudar de vida", disse

Uma empresa feita de gente

Quando fala da empresa, Claudinei começa pelas pessoas. São cerca de 1.200 colaboradores que ele descreve, sem hesitar, como "a força da empresa". "São eles que lutam, que se dedicam todos os dias para tornar o Big Compra cada vez melhor", diz. A frase não é discurso de ocasião: faz parte de uma virada de postura que o empresário viveu ao decidir, em 2025, colocar o próprio rosto à frente da marca. Se a exposição trouxe mais audiência e mais confiança dos clientes, ela mudou também, e profundamente, o ambiente interno. A liderança deixou de ser uma figura distante na operação e passou a ser presença.

Formar para libertar

O ponto mais incomum do discurso de Claudinei é o que ele deseja para quem trabalha ao seu lado. Naquela mesma manhã, no estúdio ao ar livre montado na Casa GCN, ele contou que reuniu os colaboradores da rede para dizer algo que muitos patrões raramente falam: que o sonho dele é vê-los crescer a ponto de abrirem o próprio negócio. "Tem gente que diz: 'você tem que seguir a vida comigo, morrer comigo'. Eu não. Eu quero que você cresça aqui, que aprenda do meu lado, que se desenvolva e monte o seu negócio", afirma. "Seja um empreendedor também. É verdadeiro, de coração."

É uma aposta de liderança que inverte a lógica da dependência: em vez de reter talentos pelo medo, formá-los para a autonomia. E que conversa diretamente com a própria história de quem "veio de baixo, veio de dentro" e sabe, na pele, o que significa ter uma chance de ascender.

Relevância acima de tamanho

A meta do bilhão, materializada em um adesivo que ele carrega na capinha do celular, ganha, nesse contexto, outro contorno. Não se trata de ser apenas o maior, mas de ser relevante. "Quero poder fazer mudanças na vida de outras pessoas", resume, "tanto dos nossos colaboradores quanto de outros empresários, ou de pessoas que sonham em ser empresário." Para Claudinei, uma empresa que dobra de tamanho enquanto sua equipe segue parada no mesmo lugar fracassou no que importa. "Não faz sentido a empresa ir para um bi (um bilhão) se as pessoas não tiverem uma qualidade de vida melhor."

O exemplo vem de dentro

Esse modo de liderar tem raiz na trajetória do empresário, construída desde o chão do varejo, sem nada herdado. É de lá que vem a recusa aos atalhos. "Não é fácil ganhar dinheiro. Se você pula níveis demais, volta para trás com a mesma rapidez", adverte. Sucesso, na sua leitura, se conquista e se sustenta com trabalho e com desenvolvimento pessoal - tanto o dele quanto o de cada pessoa da equipe.

A autenticidade, garante, é o que dá liga a tudo. "A minha força vem da verdade", diz. E é essa verdade que ele tenta imprimir como cultura: liderar pelo exemplo, abrir as portas da própria rotina e tratar o crescimento como um projeto coletivo.

No fim, Claudinei dá uma definição de si mesmo. "Sou um empresário popular, de varejo popular, mas quero me tornar um dos maiores do Brasil." O detalhe é que, na visão dele, ninguém chega ao topo sozinho - e o Big Compra que ele sonha é grande justamente porque pretende levar muita gente junto.