Redução da maioridade penal, endurecimento das penas para criminosos, combate ao crime organizado, investimentos nas forças de segurança e críticas ao governo federal dominaram as respostas dos pré-candidatos a deputado federal por Franca, dentro da campanha Franca Tem Voz.
Ao responderem a uma pergunta sobre segurança pública, os postulantes apresentaram diferentes propostas para enfrentar a criminalidade, expondo visões distintas sobre mudanças na legislação penal, fortalecimento das polícias e estratégias para aumentar a sensação de segurança da população.
Os pré-candidatos poderão apresentar semanalmente suas propostas e posicionamentos sobre temas considerados relevantes para a população. No caso dos postulantes à Câmara Federal, a equipe de reportagem do GCN enviará uma pergunta até às 10h das segundas-feiras. As respostas deverão ser encaminhadas em vídeo, com duração máxima de 45 segundos, até às 16h do mesmo dia. O material será reunido em uma publicação única no Instagram do GCN, acompanhada de texto jornalístico divulgado às terças-feiras.
Para os pré-candidatos a deputado estadual, o formato será o mesmo, com alteração apenas nos dias de envio e publicação. As perguntas serão encaminhadas às quartas-feiras, às 10h, com prazo para resposta até às 16h. Os vídeos e o conteúdo jornalístico serão publicados às quintas-feiras.
Segundo as regras apresentadas pela organização, serão automaticamente desconsiderados os vídeos fora do formato estabelecido (vertical, em plano fechado), com número eleitoral de campanha, presença de terceiros enquadrados ou duração acima do limite permitido.
Os candidatos que não enviarem o material dentro do prazo terão registrado que optaram por não se posicionar sobre o tema proposto ou que não manifestaram opinião sobre a questão apresentada.
Nesta primeira rodada, Gilson de Souza e Guilherme Cortez não enviaram seus vídeos. Já o material de Sidney Elias não foi considerado, por descumprir regras pré-estabelecidas.
A pergunta apresentada aos pré-candidatos foi a seguinte:
"Franca e o interior paulista convivem com bons indicadores de segurança pública, mas a sensação das pessoas vai no caminho oposto. O Congresso debate há anos medidas como a redução da maioridade penal e, mais recentemente, há quem tenha passado a defender mudanças constitucionais para permitir punições mais duras, como a prisão perpétua. Você é a favor dessas mudanças? Acredita que elas resolveriam o problema? O que mais você propõe?"
Cynthia Milhim (MDB): “Sim, eu sou favorável à revisão da maioridade penal para crimes graves. A impunidade não pode continuar alimentando a violência.
Mas a segurança pública não se faz apenas com leis mais duras. Precisamos investir em tecnologia, inteligência e integração das forças de segurança para combater o crime organizado. Também assumo o compromisso de destinar emendas parlamentares para os municípios investirem em monitoramento, equipamentos e tecnologia, fortalecendo a segurança da população.
Quem trabalha e vive honestamente merece segurança. E quem escolhe o crime precisa responder pelos seus atos.”
Daniel Bassi (PSD): "Olha, segurança que funciona tem que ter quatro pontos essenciais. O primeiro deles é a governança. Aprimorar a inteligência de investigação, compartilhamento de dados financeiros para acabar com o caixa do crime. Amparar as tarefas e integração de dados.
O segundo, a valorização da atividade policial. Estruturar a carreira, benefícios, cuidar da saúde mental dos policiais e fazer o possível para dar condições de trabalho para a tropa. Terceiro, renovação da política prisional. Presídio é um quartel do crime. Temos que abrir mais vagas, modernizar a gestão dos presídios para inibir a faculdade do crime.
O quarto, punição exemplar. Revisão de audiência de custódia, redução da maioridade penal, revisão e endurecimento grande de penas. Acabar com esse prende-solto. Assim a gente garante prevenção e correção. Em complemento, educação de base, assistência social, melhoria de infraestrutura e qualidade nas cidades."
Guilherme Ubiali (PSDB): “Um homem atirou em mim com um calibre 12. Ele tinha 17 anos na época. Se tivesse acertado, eu estaria morto e ele solto.
Defendo a redução da maioridade penal para crimes hediondos e o endurecimento das penas. Hoje o bandido sabe que pode até ser preso, mas dificilmente vai ficar muito tempo atrás das grades. Agora, apenas aumentar as penas não resolve o problema. Precisamos de mais polícia na rua. Não é para fazer blitz. Precisamos de polícia para combater o crime e prender o bandido.
Franca convive com roubos praticamente todos os dias. Nesta semana, um homem atacou outro com uma faca na Estação. Não dá mais para fingir que está tudo bem. O cidadão está trancado dentro de casa enquanto o bandido continua nas ruas. Quem tem que viver com medo não é o cidadão, é o bandido.”
João Rinoceronte (PSDB): “Eu acredito que para uma segurança pública eficiente e o combate à criminalidade, tem que passar pela prosperidade do seu povo e também meios de legítima defesa.
Eu sou João Rinoceronte e eu acredito muito em uma franca e toda alta mogiana se tornar uma Dubai brasileira. Deus nos entregou de presente uma região forte, cercada de recursos naturais, de um povo trabalhador e todos os meios para a construção de grandeza.
Sou totalmente favorável à aplicação de medidas duras para criminosos violentos e à certeza de punição para aqueles que escolhem viver fora da lei”.
João Rocha (União): “Fala-se numa possível redução da criminalidade. A população não sente assim. O crime está aí. O criminoso ainda se sente à vontade porque as penas ainda são leves.
Nós temos que endurecer, sim, a legislação para punir o criminoso. Sou favorável à redução da maioridade penal e ao endurecimento das penas em todos os sentidos, para que o criminoso sinta que o crime realmente não compensa.
A população precisa de segurança e é nesse sentido que temos que trabalhar. Como pré-candidata a deputada federal, nós temos projetos e vamos buscar projetos que possam endurecer essa legislação. O criminoso não pode se sentir à vontade. Ele tem que saber que a lei existe e que, se cometer crime, será punido.”
Mariana Negri (PT): “A segurança sem dúvida é uma das maiores dores da população paulista e da população francana, mas infelizmente soluções muito simples não são capazes de dar conta do problema. Reduzir a maioridade penal e aumentar a pena de determinados crimes não vão diminuir a violência no Brasil.
Nós precisamos de leis que garantam orçamento de verdade para que os estados consigam estruturar suas polícias. Nós precisamos de um combate sério ao crime organizado, retirando o financiamento do PCC, por exemplo, na fonte do mercado financeiro. Precisamos diminuir as desigualdades sociais e teremos um Estado mais seguro.”
Os vídeos integram a campanha Franca Tem Voz, iniciativa que reúne entidades, veículos de comunicação e instituições da cidade com o objetivo de ampliar o debate sobre temas de interesse regional e estimular o fortalecimento da representação política de Franca e região nas esferas estadual e federal.
Ao longo das próximas semanas, os pré-candidatos voltarão a se manifestar sobre novos temas definidos pela organização do projeto. Após a homologação das candidaturas, a iniciativa também promoverá sabatinas individuais com os candidatos confirmados.
Os pré-candidatos Guilherme Cortez e Gilson de Souza informaram que não participaram dessa edição, mas estão presentes nas futuras edições.