Três anos após a morte de Alisson Wagner Nascimento, então com 29 anos e morador de Pedregulho, a família continua convivendo com a dor da perda e cobrando uma resposta da Justiça. Segundo a mãe da vítima, Maria Izabel Nascimento, o filho foi assassinado com oito tiros no dia 2 de junho de 2023, enquanto estava em um rancho onde trabalhava, em Sacramento (MG).
Nesta terça-feira, 2, data que marca três anos do crime, Izabel voltou a fazer um apelo público para que o caso não seja esquecido e para que o suspeito volte a ser preso.
"Eu venho buscando justiça, venho lutando e pedindo que a justiça seja feita pelo meu filho. Até hoje eu não tive resposta nenhuma sobre o paradeiro desse rapaz", afirmou.
O principal suspeito do crime é Maiky Entonny Venâncio França, de 36 anos, morador de Franca. Após um período foragido, ele foi localizado e preso. No entanto, ele fugiu da unidade prisional onde estava detido.
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A situação aumentou a sensação de revolta e impunidade entre os familiares. "Eu ajudei a colocar ele na cadeia. Foi com a minha força, com os meus gastos, que consegui ajudar nas buscas. Depois recebi a notícia de que ele havia fugido", declarou.
Ao recordar a morte do filho, Izabel descreve um sentimento que permanece presente mesmo após três anos. "Meu filho era um menino novo, trabalhador, que estava buscando crescer na vida. Do nada, uma pessoa tirou a vida dele", disse.
A mãe afirma que continuará cobrando providências das autoridades e pede que qualquer informação que possa contribuir para a localização do suspeito seja comunicada aos órgãos competentes.
"Eu não vou desistir enquanto esse rapaz não voltar a ser preso. Quero que ele responda pelo que fez com o meu filho", afirmou.
Segundo a família, Alisson era conhecido por ser uma pessoa trabalhadora, querida por amigos e familiares e dedicada aos filhos.
A dor da perda é agravada por uma coincidência que marcou a história da família. Alisson foi morto um dia após completar aniversário e deixou dois filhos.
Para Izabel, o sofrimento vai além da ausência física do filho. "Ele tirou a minha alegria de viver. Destruiu muitos dos meus sonhos e planos. Mas eu continuo tendo fé de que a justiça será feita", declarou.
Três anos após o crime, familiares e amigos seguem prestando homenagens à vítima e cobrando o avanço das investigações e a responsabilização do autor do homicídio.