31 de maio de 2026
NO SESC

Breaking, esporte e inclusão marcam Dia do Desafio em Franca

Por Manuela Sampaio e Lara Santiago | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Divulgação
Atividade no Sesc Franca durante o Dia do Desafio

O Dia do Desafio movimentou o Sesc Franca na última quarta-feira, 27, com uma programação gratuita voltada à prática de atividades físicas, lazer e promoção da qualidade de vida. Ao longo do dia, estudantes, instituições e moradores participaram de oficinas, aulas e vivências esportivas abertas ao público.

Realizada anualmente, a campanha tem como objetivo incentivar a população a adotar hábitos mais saudáveis e incluir a atividade física na rotina. A iniciativa acontece simultaneamente em diversas cidades do Brasil e de outros países, promovendo o combate ao sedentarismo e a valorização do bem-estar.

No Sesc Franca, as atividades começaram às 8h e seguiram até as 20h. A programação incluiu oficinas de breaking, danças circulares, desafios recreativos e modalidades esportivas. Um dos destaques foi a participação do medalhista paralímpico de atletismo Edson Cavalcante, que esteve na unidade pela manhã e retornou às 18h30 para uma aula aberta ao público. Entre as conquistas, ele foi ouro nos 100m nos Jogos Parapan-Americanos Lima 2019.

Segundo a animadora física-esportiva Janaína Barbosa, desde 2020 o Dia do Desafio deixou de promover disputas entre cidades e passou a concentrar esforços no estímulo à prática contínua de exercícios. “O desafio hoje é incentivar as pessoas a começarem uma prática esportiva e permaneçam nela”, explicou.

De acordo com Janaína, a proposta é unir empresas, municípios, instituições e a sociedade para ampliar o acesso ao esporte e aumentar o número de pessoas fisicamente ativas, promovendo oportunidades mais igualitárias para diferentes públicos.

Interação e inclusão

As atividades também reuniram estudantes de escolas da cidade, instituições parceiras e participantes acompanhados pelo Napes (Núcleo de Atenção Psicossocial), que levou pessoas atendidas pela Casa Amarela para integrar a programação.

Segundo representantes da instituição, a iniciativa contribuiu para estimular a movimentação, a inclusão social e a participação dessas pessoas em atividades comunitárias.

A estudante Maria Eduarda, de 14 anos, destacou a oportunidade de conhecer novas modalidades esportivas e interagir com alunos de outras escolas.

“Está sendo muito legal, porque não é só a minha escola que está aqui, mas outras escolas também. A gente chega e conhece esportes novos, como basquete e vôlei”, afirmou.

Breaking como ferramenta de movimento

A programação também contou com oficinas de breaking promovidas pela Casa do Hip Hop de Franca. O professor Wesley Mendes de Paula explicou que a atividade buscou aproximar o público da cultura Hip Hop por meio de um de seus quatro elementos, ao lado do graffiti, DJ e MC.

“O objetivo é fomentar o movimento. Então as pessoas vão começar através da cultura Hip Hop, do esporte ou da dança a ter uma forma de se movimentar”, afirmou.

Segundo Wesley, o breaking pode ser praticado por pessoas de todas as idades, com adaptações conforme a capacidade e a experiência de cada participante. As oficinas foram realizadas em grupos rotativos, com duração entre 30 e 40 minutos, acompanhadas por um professor e dois monitores.