O mercado de trabalho formal de Franca registrou em abril o pior desempenho de 2026 até agora. Dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que o município criou apenas 71 vagas com carteira assinada no período, resultado significativamente inferior ao observado em março deste ano e em abril de 2025.
Ao longo do mês, foram registradas 5.242 admissões e 5.171 desligamentos. Apesar do saldo positivo, o número indica uma desaceleração expressiva na geração de empregos formais na cidade.
Em março, Franca havia encerrado o mês com saldo positivo de 399 vagas. A comparação aponta uma queda de 82,2% na criação de postos de trabalho em apenas um mês. Já em relação a abril de 2025, quando foram gerados 273 empregos formais, a retração chega a 74%.
O principal impacto negativo veio do comércio. O setor fechou abril com saldo de 242 vagas negativas, resultado de 1.493 admissões e 1.735 desligamentos. Foi o pior desempenho entre todos os grandes grupamentos econômicos do município.
O resultado amplia a sequência de enfraquecimento do setor. Em março, o comércio já havia registrado saldo negativo de 32 vagas. No mesmo mês do ano passado, o cenário era oposto, com a criação de 46 empregos formais.
Mesmo com a retração, o comércio segue entre os maiores empregadores da cidade, com estoque de 28.046 trabalhadores com carteira assinada.
O setor de serviços voltou a ser o principal responsável por manter o saldo geral de empregos no campo positivo. Em abril, o segmento criou 225 vagas, com 2.093 contratações e 1.868 desligamentos.
Embora o desempenho tenha ficado abaixo das 252 vagas registradas em março, o resultado supera o de abril de 2025, quando o saldo havia sido de 71 empregos.
Serviços permanecem como a principal base do mercado formal de Franca, concentrando 44.177 trabalhadores. O grupamento reúne atividades ligadas à saúde, educação, alimentação, tecnologia, transporte, hotelaria, serviços administrativos e atendimento especializado.
A indústria encerrou abril com saldo positivo de apenas 30 vagas. Foram 1.335 admissões e 1.305 desligamentos, evidenciando equilíbrio entre contratações e demissões.
O resultado ficou abaixo das 88 vagas criadas em março e distante do desempenho de abril de 2025, quando o setor havia registrado saldo positivo de 151 empregos.
Apesar da desaceleração, a indústria mantém papel relevante na economia local, com estoque de 26.128 trabalhadores formais.
A construção civil foi um dos segmentos que apresentaram maior estabilidade ao longo do mês. O setor criou 54 vagas em abril, desempenho próximo ao registrado em março, quando o saldo foi de 58 empregos.
Na comparação com abril do ano passado, houve melhora significativa. Em 2025, o segmento havia fechado o período com saldo negativo de 44 vagas.
A agropecuária teve participação menor na composição do resultado geral e encerrou o mês com saldo positivo de quatro vagas, após registrar 93 admissões e 89 desligamentos.
Mesmo diante da desaceleração, Franca continua com um mercado formal de grande porte. O município alcançou estoque de 102.508 empregos com carteira assinada. Em março, o total era de 102.437 trabalhadores, indicando crescimento modesto ao longo do período.
Outro indicador relevante foi o volume de movimentações trabalhistas. Somadas as admissões e os desligamentos, a cidade registrou mais de 10,4 mil movimentações formais em abril.
Os números apontam para uma economia que segue gerando oportunidades e mantendo elevado nível de atividade, mas com menor capacidade de expansão e maior cautela por parte das empresas.
O desempenho local acompanha a desaceleração observada no restante do país. Em abril, o Brasil criou 85,8 mil empregos formais, um dos resultados mais baixos do ano até o momento.