A inauguração do Hospital Estadual de Franca, realizada nesta quinta-feira, 28, aumentou a expectativa de moradores e profissionais da saúde sobre a ampliação do atendimento hospitalar na cidade e na região.
A unidade foi instalada na avenida São Vicente, no Jardim Noêmia, e já iniciou parte das operações. O hospital terá 225 leitos, com implantação gradual dos serviços até o funcionamento total previsto para o próximo ano.
O investimento do Governo de São Paulo na obra foi de R$ 186 milhões. O hospital passa a integrar a rede regional em um momento de aumento na demanda por internações.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o DRS (Departamento Regional de Saúde) de Franca registrou, nos últimos 12 meses, cerca de 5,8 mil internações a mais na comparação com 2022 - volume equivalente à abertura ou reativação de 121 leitos hospitalares.
Na manhã desta quarta-feira, 27, o clima entre pacientes, acompanhantes e profissionais no Pronto-socorro Municipal “Dr. Álvaro Azzuz” era de expectativa pela abertura da nova unidade.
A maioria das pessoas ouvidas pela reportagem do Portal GCN/Sampi acredita que o Hospital Estadual poderá ajudar a reduzir a fila de espera por vagas de internação na rede pública.
A moradora de Franca, Valéria Cristina Ferreira, afirmou esperar que a nova estrutura contribua principalmente para pacientes idosos que enfrentam dificuldades para conseguir atendimento e internação.
A enfermeira Mariana Faleiros também demonstrou expectativa positiva com a inauguração do hospital. Segundo ela, a nova unidade poderá reduzir o tempo de espera por vagas e melhorar o funcionamento dos prontos-socorros da cidade.
Além do Hospital Estadual, a Santa Casa de Franca ampliou desde o dia 30 de abril a capacidade de atendimento com 28 novos leitos clínicos e cirúrgicos, viabilizados por recursos da Tabela SUS Paulista.
A instituição também mantém convênio com a Secretaria de Estado da Saúde para custeio de dez leitos de UTI, atualmente em processo de renovação.
De acordo com a pasta estadual, mais de R$ 211,7 milhões da Tabela SUS Paulista já foram destinados a mais de 20 instituições de saúde da região para reforço da capacidade assistencial.
A Secretaria de Estado da Saúde informou ainda que as filas para exames, consultas, cirurgias e procedimentos continuam descentralizadas, mas que o governo trabalha na identificação e unificação dessas informações.