A taxa de homicídios no Brasil caiu para 20,1 mortes por 100 mil habitantes em 2024, segundo o Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira, 26, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Ao todo, o país registrou oficialmente 42.590 homicídios no ano passado. O índice representa queda de 7,4% em relação a 2023 e é o menor registrado nos últimos 11 anos.
Na região de Franca, os números mostram diferenças entre municípios de maior porte e cidades menores. Franca registrou 18 homicídios em 2024 e taxa de 4,9 mortes por 100 mil habitantes, índice abaixo das médias estadual e nacional. O município aparece na posição 3.682 do ranking nacional.
Já cidades menores apresentaram taxas proporcionalmente mais elevadas, mesmo com menor número absoluto de casos.
Buritizal registrou um homicídio e taxa de 22,5 mortes por 100 mil habitantes, acima da média brasileira. O município ocupa a posição 1.781 no ranking nacional.
Pedregulho teve duas mortes e taxa de 12,7 homicídios por 100 mil habitantes. Em Ipuã, também foram registrados dois homicídios, com taxa de 13,6.
Em Ribeirão Preto, principal cidade da região administrativa, foram registrados 47 homicídios em 2024, com taxa de 6,5 mortes por 100 mil habitantes - ainda abaixo da média nacional. O município aparece na posição 3.542 do ranking brasileiro.
As cidades da região que não aparecem no ranking não registram homicídios.
Segundo o Atlas da Violência, o estado de São Paulo registrou a menor taxa de homicídios do Brasil em 2024, com 6,6 mortes por 100 mil habitantes - cerca de um terço da média nacional.
Já o Amapá apresentou o maior índice do país, com taxa de 45,7 homicídios por 100 mil habitantes.
Na avaliação do coordenador do Atlas da Violência, Daniel Cerqueira, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, o Brasil está passando por uma transição forte. Ao mesmo tempo em que vive a redução de homicídios, o país registra aumento da insegurança e manutenção ou crescimento das desigualdades que afetam populações minoritárias.
Em entrevista à Agência Brasil, Daniel Cerqueira disse que a taxa de homicídios, além de ser a menor da série histórica da pesquisa, também é a mais baixa desde 1998. Apesar disso, ele destacou que a piora da qualidade dos dados em 2024 surpreendeu os pesquisadores.
“Esperávamos que houvesse menos ou, pelo menos, o mesmo número de mortes violentas por causa indeterminada. Isso não ocorreu. Pelo contrário, o número aumentou muito em 2024 e fez sombra a essa queda histórica”.
*com Agência Brasil